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Posto de pesagem para camiões no Bengo

Guimarães Silva| Bengo

Um posto de pesagem para cargas rolantes é construído ainda este ano, nas proximidades da ponte sobre o rio Bengo, à entrada da localidade de Panguila, no âmbito de um programa do Instituto Nacional de Estradas (INEA).

Camiões com excesso de carga têm causado danos sobretudo em pontes situação que preocupa o Instituto de Estradas
Fotografia: Nuno Flash

O chefe dos serviços de estradas da província do Bengo, Domingos António, disse que os propósitos para a implantação de um equipamento de pesagem prendem-se com a necessidade de se evitar o excesso de cargas nos camiões que circulam na estrada Caxito/Luanda e vice-versa. O responsável do INEA avançou que o excesso de carga danifica o pavimento em pouco tempo, um cenário que tem sido assistido na província do Bengo, a partir da ponte sobre o rio Bengo, à entrada da localidade do Panguila, onde circulam camiões porta-contentores de grande porte.
Domingos António avançou que a província tem assistido ainda a casos de vários camiões a transportar inertes de todo o tipo, sendo o Bengo um dos principais fornecedores de Luanda, com os veículos a usar a zona do Panguila.
As autoridades governamentais projectaram há já algum tempo a estrada circular de Caxito, que é um troço de 25 quilómetros, para fazer a circunvolução da própria cidade em si.
O representante do INEA no Bengo avançou que as cargas rolantes ou camiões com excesso de peso vão deixar de passar pelo centro da cidade, depois da conclusão da via. “Neste momento, a estrada está em fase de terraplenagem, para futuramente ser asfaltada”, assegurou o chefe de serviços de estradas do INEA no Bengo.

Obras já concluídas


Domingos António apontou que há obras concluídas em 2014, com previsões de inauguração para breve, pois concorrem para a edificação da economia nacional, com destaque para o troço Caxito/Nzeto, de 208 quilómetros, uma ligação importante à província do Zaire.
Outro troço, mais pequeno em extensão, mas de relevância, é o de 23 quilómetros no desvio para a vila do Ambriz, referiu o responsável do INEA no Bengo.
No troço Caxito/Nzeto, foram construídas muitas obras, traduzidas em 19 pontes de médio e grande porte.
Domingos António acrescentou que também foi construída uma ponte mista, de suporte em betão e tabuleiro metálico, com aproximadamente 70 metros, que liga as duas margens do rio Dande.

Outras acções

Outras acções são realizadas no Bengo, com destaque para as obras de reabilitação da estrada Pango/Cerca, de aproximadamente 63 quilómetros, e Cayengue/Onzo/Muxaluando, de 38 quilómetros. A conclusão das mesmas é com asfalto betuminoso.
As vias fazem a ligação às sedes municipais de Nambuangongo e de Pango Aluquém, grandes produtoras de bens agrícolas, e são de difícil acesso no período chuvoso, o que dificulta o escoamento dos produtos para os centros comerciais.
A nível dos acessos à cidade de Caxito, há um programa de reabilitação das infra-estruturas, que em breve começa. “Temos feito trabalhos de manutenção e conservação, com tapa buracos na via principal”, disse.
Sobre a asfaltagem das estradas da localidade do Panguila, que antes pertenceu ao município de Cacuaco (província de Luanda), o chefe dos serviços de estradas do Bengo frisou que é um projecto de âmbito central e não da direcção do INEA. Domingos António disse que existe uma brigada com equipamentos para a manutenção das vias, principalmente em terraplenagem, mas, quando se tratam de infra-estruturas de grande porte, o INEA adjudica as acções às empresas para o efeito.

Vias secundárias

Quanto às vias secundárias e terciárias, o INEA adjudicou cinco empreitadas, que são os troços Piri/Cage, Balacente/Cage, Quicabo/Sapa, Cage/Muxaluando e deste para o Quixico.
Dos troços adjudicados, dois já estão em execução, para a ligação entre as localidades do Piri e do Cage e do Quicabo à Sapa. “Os outros aguardam por intervenção”, disse o responsável.
O chefe dos serviços de estradas adiantou que há troços com degradação acentuada como Caxito/Úcua, com grande fluxo de trânsito, uma vez que dá acesso à província do Uíge, e a via Balacende/Cayengue.

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