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Produção agrícola com bons resultados nos Dembos

Edson Fontes | Dembo

Os efeitos da produção agrícola a nível do município dos Dembos, província do Bengo, já são visíveis com a colheita de grandes quantidades de produtos do campo, afirmou ontem o seu administrador-adjunto.

O município dos Dembos tem hectares de solos aráveis que proporcionam uma boa prática da agricultura e diversificação de colheitas
Fotografia: Arquivo JA

António Albino Camuxi disse à nossa reportagem que a grande preocupação dos camponeses daquela municipalidade, com solos aráveis, que proporcionam uma boa prática da agricultura, tem a ver com a falta de escoamento.
O administrador-adjunto dos Dembos realçou que um dos factores que contribui, este ano, para uma grande produção foram as chuvas na região, o que motivou a população a apostar na plantação de vários espécies de sementes.
António Albino Camuxi disse que o cultivo da mandioca, banana, feijão, milho, batata-doce e alguns hortícolas são produzidos em grande escala, mas  acabam por apodrecer nos campos por falta de meios de transporte para facilitar o escoamento.
As vias, que dão acesso às zonas agrícolas, estão intransitáveis e outras muito degradadas, o que faz com que muitas viaturas registem constantemente avarias quando nelas procuram atingir as zonas de produção e dali para a cidade.
Albino Camuxi disse que a implementação do Programa de Aquisição de Produtos Agropecuário (PAPAGRO) ainda não se faz sentir no município dos Dembos, mas quando estiver em vigor vai contribuir significativamente no fomento do comércio rural, no município. Fez saber que recentemente a presidência da União Nacional de Camponeses (UNACA), na qualidade de coordenadora do Programa Integrado de Desenvolvimento Rural e de Combate à Pobreza nos Dembos, em conjunto com a administração local, traçou estratégias com vista a facilitar o comércio dos produtos no Papagro.
O administrador-adjunto dos Dembos disse ainda que este comércio vai reforçar a relação entre a cidade e o campo, num eixo que permite fazer crescer a produção e distribuir melhor o produto.
“É um programa novo, que visa revitalizar o comércio rural e constitui uma excelente oportunidade para os empreendedores, agricultores e camponeses rentabilizarem com a actividade”. Mas, para que estas ­estratégias funcionem, António Albino Camuxi defendeu a melhoria dos troços secundários e terciários, que ligam Quibaxe à sede da comuna de Paredes, onde só a a via principal está boa, até ao desvio entre Quibaxe e a comuna do Coxe.
Além do troço entre Quibaxe e Coxe, a via entre Quimuenga e Quipaulo encontra-se em estado bastante degradado, merecendo igualmente uma intervenção para facilitar a circulação rodoviária e o escoamento de produtos para os principais mercados.
 O troço rodoviário Quipungo-Ngombe de Quibaxe também encontra-se em péssimo estado de conservação, a partir da comuna do Piri, onde, na sede de Ngombe do Piri, a situação é igualmente lastimável, reconheceu.
Albino Camuxi disse que a partir do Queso até Quibaxe são notáveis à berma da estrada grandes quantidades de banana, mandioca, batata-doc e milho.
O administrador salientou que o mesmo se verifica na comuna do Piri, onde existe um mercado informal, espaço aproveitado para a comercialização de bens do campo.
António Albino Camuxi avançou que são os motoqueiros, principalmente os condutores das famosas motas de três rodas, que têm ajudado na transportação dos produtos colhidos.
Para esta actividade, os motoqueiros, que ganham cada vez mais protagonismo naquela parcela do Bengo, cobram, pelo transporte da mercadoria, de 500,00 kwanzas a três mil kwanzas, dependendo da distância. O administrador referiu que as motorizadas são actualmente fonte de rendimento de muitas famílias, dai que cresce significativamente o número de moto taxistas a nível do município dos Dembos.
Além destes meios rolantes, alguns camponeses optam em carregar pequenas quantidades da sua produção à cabeça até às bermas das estradas ou dos centros de venda.

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