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Produtores aconselhados a novas técnicas de produção

Edson Fontes | Caxito

Os camponeses do Bengo foram exortados a adoptar novas técnicas de produção dos bens do campo, com vista a garantirem o aumento do cultivo e da renda. O apelo foi feito ontem, em Caxito, pelo vice-governador para os Serviços Técnicos e Infra-estruturas.

Agricultura entre as grandes prioridades
Fotografia: Dombele Bernardo

José Campos Major disse ser necessário que as cooperativas de camponeses, no quadro da diversificação da economia e pela importância que representam para a região, criem novas metodologias de produção para que possam fazer face às exigência actuais.
O vice-governador falava durante o Seminário Provincial sobre a Lei da Cooperativa, onde sublinhou que o sistema cooperativista é fruto das lutas associadas dos trabalhadores, que se viram impossibilitados de competir em face das alterações trazidas pela revolução industrial.
O país é composto por muita gente ligada ao campo, daí a grande orientação do Governo para a criação e produção da agricultura familiar. Para isso, é necessária uma melhor interpretação da Lei das Cooperativas.
Por esta razão se realiza o seminário, para que todos possam compreender melhor os modelos e sua gestão, a fim de se gerir e criar cooperativas exemplares e eficazes.
A organização dos camponeses em cooperativas melhora a produção agrícola e assegura o aumento da economia do país. Neste momento, Bengo tem 108 cooperativas e 187 associações. Foram todas exortadas a agregar mais camponeses, no sentido de criarem um novo sistema de produção e sobreviverem às novas necessidades do mercado.
O Executivo aprovou recentemente a lei 23/15 de 31 de Agosto, que regula as políticas cooperativistas no país e, através do Ministério da Economia e seus parceiros, realiza conferências nacionais sobre cooperativismo.
A vice-presidente da União Nacional dos Camponeses de Angola (UNACA), Ricardina Machado, manifestou satisfação pela criação da lei, uma vez que já era esperada há muito tempo, principalmente na área de agropecuária.
“A lei surgiu na melhor altura, trazendo consigo a grande oportunidade para garantir a possibilidade de se melhorar o trabalho das cooperativas, que se regiam por uma lei muito antiga, que era a Lei das Sociedades Comerciais”, disse.
A nível nacional, a UNACA terminou com um trabalho de recadastramento, para criar uma base de dados das cooperativas existentes, o que vai permitir uma melhor gestão dos problemas dos camponeses.

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