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Professores regressaram ao trabalho

Edson Fontes | Caxito

Os professores do Bengo retomaram ontem as aulas, depois de dois dias de paralisação, declarada pelo Sindicato Provincial dos Professores (SINPROF), anunciou o director local da Educação, Ciências e Tecnologia.

Escolas da província do Bengo voltam a registar a presença massiva de alunos que tinham ficado dias sem aulas por culpa de uma greve de professores
Fotografia: Arão Martins

António Quino esclareceu que a greve dos professores tinha sido declarada no âmbito das reivindicações da dívida dos detentores de cargos de direcção e de chefia e do não pagamento de retroactivos nos concursos públicos, entre outros.
Houve um memorando de entendimento com o sindicato, explicou o director provincial da Educação, para avançar que uma comissão interministerial está a fazer um levantamento na província, para posteriormente se fazerem os pagamentos.
António Quino disse que esta iniciativa é uma das condições que a entidade patronal, em particular a Direcção Provincial da Educação, em nome do governo local, e o Secretariado local do SINPROF encontraram-se para solucionar a questão.
O director pediu os professores que aderiram à greve e outros, que, por uma ou outra razão não o tenham feito, a retomar as aulas em plenitude. António Quino referiu ainda que vai ser feito um anúncio para que os diferentes municípios da província possam  dirigir-se à Direcção da Educação com a documentação exigida, para que se faça o levantamento real das dívidas que existem no sector.
O secretário provincial do SINPROF no Bengo, César António, informou que com a assinatura do um memorando de entendimento, o secretariado concordou em cancelar a greve. “Contrariamente ao anúncio feito pelo director provincial da Educação, não há descontos salariais referentes aos dois dias de paralisação e os coordenadores estão livres de acções de exonerações”, disse César António para quem houve um acordo em que o não pagamento das dívidas constantes do caderno reivindicativo vai condicionar o arranque do ano lectivo de 2017, uma vez que existe uma comissão ministerial, com representantes dos ministério da Administração do Território e da Educação e do Secretariado Provincial do SINPROF. O secretário do SINPROF apelou  os professores para retomarem o trabalho e que “se devem  dirigir à Direcção Provincial de Educação, para fazerem a prova de vida”, levando consigo a cópia do Bilhete de Identidade e o termo de início de funções. De igual modo, explicou que os directores e coordenadores devem apresentar a cópia do Bilhete de Identidade, termo de início de funções, despachos de criação de escola e de nomeação, enquanto os professores de 2012 devem apenas apresentar-se à Direcção Provincial, em coordenação com o sindicato, onde vão encontrar as folhas de salário.

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