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Professores sem formação elevam o nível académico

Edson Fontes | Caxito

O programa Escola à Distância, destinado a aumentar o nível académico dos professores do ensino primário com habilitações abaixo da nona classe, foi lançado ontem Dande.

A directora nacional para a formação de quadros do Ministério de Educação, Luísa Grilo, afirmou na cerimónia de apresentação que o objectivo é que o ensino deixe de ter professores sem preparação para o ser.
Luísa Grilo disse que têm de se aproveitar todas as oportunidades para os professores que estão nessas condições adquiram no mínimo o equivalente à 12ª classe.
A directora lamentou que ainda haja "um número considerável de agentes de educação no ensino primário sem habilitações adequadas para leccionar", mas referiu que “muitas delas nos momentos mais difíceis deram o melhor que sabiam".
Agora, sublinhou a responsável, é altura do Executivo lhes dar a oportunidade de melhorarem a formação académica sem terem de sair das suas terras e aumentarem o nível de ensino nas escolas onde trabalham.
O ensino à distância, prosseguiu a directora, possibilita que se possa estudar sozinho e em dois anos ter a nona classe e a agregação pedagógica.
Numa primeira fase, acentuou Luísa Grilo, o projecto que está em fase experimental, desenvolve-se nos municípios de Icolo e Bengo e Quissama, afectos à Luanda, e nas províncias do Cuanza Sul e Bengo.
O director provincial da Educação, Ciência e Tecnologia do Bengo, António Quino, disse que se trata de “um grande desafio" e que a decisão foi tomada em boa hora, pois apenas no Bengo há 190 pessoas a leccionar que o máximo que têm é a nona classe. “É necessário mudar este quadro”, rematou o responsável.

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