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Projecto de aquicultura precisa de mais apoios

Pedro Bica | Caxito

O projecto de aquicultura, com capacidade para produzir 14 mil toneladas de peixe cacusso por ano, implementado no município do Dande, província do Bengo, carece de mais apoios, com vista a garantir ração e ampliar a capacidade produtiva.

O director provincial do Bengo dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Joaquim Carlos Domingos, referiu ontem, em Caxito, que o projecto precisa de investimentos para acompanhar e assegurar a sua modernização.
Implementado desde o segundo semestre de 2015, a iniciativa é da Cooperativa de Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria “Vontade de Crer”, que congrega 26 assistidos pela direcção provincial do sector.
O director provincial avançou que, quando o projecto arrancou, a ideia era essencialmente assegurar a melhoria da dieta alimentar dos assistidos. “É uma iniciativa que começou de forma rudimentar, mas agora existe a necessidade de desenvolve-la para estar à altura das necessidades da província do Bengo e do país”, disse.
Joaquim Carlos Domingos disse que o projecto de aquicultura vai se estender nos seis municípios que compõem a província, por formas a dar maior dignidade aos assistidos do Bengo e seus dependentes. A nível do Dande, em que os indicadores denotam alguma prosperidade na actividade de pesca artesanal, ainda há falta de técnicos especializados na área.
A cooperativa “Vontade de Crer”, até ao momento, tem mais de 14 mil espécies de cacusso para comercialização e dez mil alvinos em crescimento, nos três tanques existentes na região.
Actualmente, no Bengo, um quilo do famoso cacusso, nome mais conhecido da tilápia, é comercializado a 1.500 kwanzas.
Os antigos combatentes e veteranos da pátria, a par da aquicultura também dedicam-se à actividade agrícola, com vista a melhorarem a sua dieta alimentar.
Com os solos férteis, aráveis e a vontade de cultivar a terra, que tem uma extensão total de 100 hectares e a funcionar há um ano, os antigos combatentes têm já cultivado dois hectares de abacaxi e igual número de mandica, quatro de bananal, e um de mangueira, limoeiro e de laranjeira.
A par disso, a região do Dande possui ainda zonas cultivadas com tomateiros, milho, mandioca e pimenta, produtos que são comercializados nas províncias do Bengo, Uíje e Luanda.

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