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Província do Bengo aposta na produção de café

Guimarães Silva | Bengo

A província do Bengo pode produzir, no presente ano agrícola (2011/12), mais de 53 toneladas de café, garantiu, no Caxito, o director provincial do Instituto Nacional do Café (INCA), Mayomona Rómulo.

Responsáveis da direcção do Instituto Nacional do Café têm estado a registar todos os anos o aumento considerável das colheitas
Fotografia: Jornal de Angola

A província do Bengo pode produzir, no presente ano agrícola (2011/12), mais de 53 toneladas de café, garantiu, no Caxito, o director provincial do Instituto Nacional do Café (INCA), Mayomona Rómulo.
De acordo com o responsável, este ano, o Bengo registou um crescimento de quatro mil quilos, em relação ao ano anterior. No diagnóstico efectuado sobre o sector, revelou ao Jornal de Angola que a produção está assegurada pela exploração agrícola familiar.
Segundo o director do Instituto Nacional do Café, das 308 fazendas registadas, 34 funcionam de uma forma parcial, isto é, na desmatação, recuperação de infra-estruturas e vias de acesso.
Mayomona Rómulo informou também que a maioria das fazendas estão abandonadas ou ocupadas por utentes que não manifestam interesse na cultura do café, mas sim na exploração da madeira e na caça de animais selvagens.
O responsável do INCA sublinha que no Bengo a produção do café se restringe aos municípios de Quibaxe, Nambuangongo, Bula Atumba, Pango Aluquém e Dande, na comuna do Úcua. O potencial da província, em termos de terrenos cultiváveis para o bago vermelho, é de 196.992 hectares.
“O triângulo Quibaxe-Dembos, Bula Atumba e Pango Aluquém, com uma extensão de 8.802 quilómetros quadrados, possui 229 fazendas de média e grande dimensão”, disse o director provincial do Instituto Nacional do Café.
O fomento da produção do café, acrescentou, é um dos objectivos imediatos do sector, de modo a aumentar as áreas de cultivo de exploração familiar e das médias e grandes empresas. Para os próximos tempos, está previsto o incremento do rendimento da produção por hectares, a melhoria da assistência técnica aos produtores e a organização do cadastro. 
Mayomona Rómulo garantiu, de igual modo, que vai ser incentivada a criação de mercados rurais e a revitalização do circuito de comercialização. Os aspectos técnicos do relançamento do sector cafeícola envolvem ainda o programa de produção de mudas de café, formação de gestores agrículas, organização das associações e cooperativas, seminários técnicos para aumento do nível de conhecimentos e a promoção do consumo do café.
Para complemento da acção, estão em curso a construção de residências e escritórios nos municípios de Nambuangongo, Pango Aluquém, Bula Atumba e na comuna do Úcua, segundoMayomona Rómulo. As dificuldades neste campo, acrescentou, prendem-se com o difícil acesso a certas zonas cafeícolas, com picadas intransitáveis, sobretudo no tempo chuvoso, e falta de meios de transporte.
No entanto, Mayomona assegura que o Bengo já tem condições criadas, em vários municípios, para o armazenamento do café e recordou que o Executivo angolano lançou um programa de crédito bancário de campanha e investimento, cujas acções estão em curso e abrangem o sector que dirige. O café, segundo acrescentou, é das culturas da economia nacional que no passado permitiu o desenvolvimento de determinadas províncias, entre as quais o Uíge, Bengo, Kwanza-Norte, Kwanza-Sul e Luanda.

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