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Psicólogo pede mais atenção aos pais na transmissão de valores aos filhos

Maiomiona Artur| Caxito

O psicólogo Januário Bernardo pediu ontem, na cidade de Caxito, província do Bengo, aos encarregados de educação e membros directos da família a prestarem mais atenção aos filhos para que estes sejam dotados de conhecimentos cívicos e morais.

O psicólogo Januário Bernardo pediu ontem, na cidade de Caxito, província do Bengo, aos encarregados de educação e membros directos da família a prestarem mais atenção aos filhos para que estes sejam dotados de conhecimentos cívicos e morais.
O responsável falava durante uma palestra subordinada ao tema “Delinquência Juvenil”, promovida pela Juventude Estudante Católica de Angola, afecta à paróquia de Santa Ana.
O especialista explicou que a delinquência juvenil significa uma infracção penal cometida por menores, jovens e adultos, muitas vezes sem que se percebam as reais consequências que podem advir durante os maus actos.
As estatísticas, segundo ele, apontam que a boa parte dos casos de delinquência juvenil são cometidos por jovens do sexo masculino, o que considera uma particularidade. Januário Bernardo apontou algumas causas que podem influenciar os jovens a praticarem a violência juvenil, tais como traumas, desolação da criança que fica sem comunicação com os familiares, assim como a depressão.
As crianças que têm os pais separados debatem-se com problemas de desolação e depressão e, por via disso, elas podem transformar-se em delinquentes, alerta.
O psicólogo referiu que os maus-tratos dentro de uma determinada sociedade também produzem determinados tipos de comportamentos que podem influenciar negativamente os jovens a cometerem actos de vandalismo. Apontou ainda o consumo excessivo de álcool, principalmente em pessoa sem idade propícia para isso, como sendo um empecilho para o seu próprio desenvolvimento. Aliás, o consumo de álcool e outras substâncias são impulsionadores para que jovens cometam assaltos em viaturas, em casas e ou furtos e roubos de objectos.
Por isso, sublinhou que a família e a escola possuem um papel fundamental para se evitar que a delinquência juvenil tome proporções ainda mais alarmantes, enfatizou.
O psicólogo apelou aos jovens da cidade de Caxito e não só a terem condutas aceitáveis dentro de uma sociedade modernizada, bem como a guiarem as suas vidas no âmbito dos paradigmas exigidos numa família, de forma a se evitar mortes prematuras.

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