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Reabilitação da principal estrada impulsiona o desenvolvimento

Alfredo Ferreira e Edson Fontes |Pango Aluquém

O município de Pango Aluquém, na província do Bengo, está a mudar de imagem, com a construção e apetrechamento dos serviços sociais básicos e a reabilitação do principal troço rodoviário que o liga à cidade de Caxito.

A construção e apetrechamento dos serviços sociais básicos tem dado um importante contributo para a melhoria de vida da população
Fotografia: Edmundo Eucílio

O município de Pango Aluquém, na província do Bengo, está a mudar de imagem, com a construção e apetrechamento dos serviços sociais básicos e a reabilitação do principal troço rodoviário que o liga à cidade de Caxito.
A reabilitação da via que liga a cidade de Caxito à sede municipal, numa extensão de 128 quilómetros, deu um grande impulso ao desenvolvimento económico e social da localidade.
O sector da indústria e do comércio quase não existe, por falta de apoios e investidores, embora a zona possua solos aráveis para a prática da agricultura em grande escala. O ancião Marcelino Domingos, 55 anos, residente na aldeia de Katanda, disse ontem ao Jornal de Angola que os nove anos de paz devolveram à região alívio e esperança. Marcelino Domingos admitiu que a reabilitação da estrada vai facilitar o desenvolvimento da região, atendendo a que os empresários podem chegar à localidade com facilidade.
As pequenas infra-estruturas de apoio social básico às populações, como a extensão da água potável, escolas e as vias secundárias constituem, para o ancião, um ganho para o município e atrai outros investimentos.
No município, existem várias fazendas em estado de abandono que, reabilitadas, podem gerar emprego. A localidade possui também condições para a prática do turismo. Marcelino Domingos considerou que um dos maiores ganhos da sua aldeia é a concretização do projecto “Água para todos”, implementado pelo Executivo.
Com uma população estimada em 3.750 habitantes, maioritariamente camponesa, os munícipes de Pango Aluquém cultivam mandioca, banana, batata-doce, milho, feijão, amendoim e café em grande escala. O hospital municipal de Pango Aluquém necessita de mais três médicos, sendo dois de clínica geral e um de pediatria, para dar resposta à demanda.
O administrador do hospital, Diakanga Makonda-Laza, lamenta a falta de médicos, pessoal administrativos e a falta de ambulância para facilitar a transferência de doentes graves.
Baseando-se nos dados do primeiro semestre deste ano, o responsável revelou que atendeu neste período 1.230 casos de diversas patologias, dos quais 630 adultos e 600 crianças.
No mesmo período, o hospital municipal de Pango Aluquém realizou um total de 30 partos, dos quais dois resultaram em nados-mortos.  As doenças mais frequentes na região são as diarreias agudas, o paludismo e a tosse, devido ao clima e o consumo de água imprópria que a população consome.
O médico aconselhou às parturientes a cumprirem o calendário de consultas pré-natais, no sentido de se reduzir a taxa de mortalidade materna e evitar consequências negativas no crescimento dos bebés.
O sector da saúde no município conta com quatro postos médicos e um hospital com capacidade para internar 50 paciente. Análises clínicas, enfermagem, banco de urgência, pediatria e medicina geral são os serviços disponíveis.
Ao todo, 28 enfermeiros e um médico garantem o normal funcionamento das unidades hospitalares da municipalidade. Neste momento, segundo o administrador do hospital, estão em construção mais quatro postos médicos. Para melhoria do ensino no município, estão em fase de construção e reabilitação várias escolas que vão permitir, no próximo ano lectivo, o enquadramento de mais crianças no sistema de ensino.
Em fase de construção está a escola secundária do I ciclo 810, destruída em 2008, em consequência das fortes tempestades que assolaram a região.
Para o presente ano lectivo, o sector da educação tem 200 alunos, distribuídos por três classes, sétima, oitava e nona. As aulas são asseguradas por 21professores.
O director da Educação, Mário Sebastião, pediu maior engajamento dos professores na melhoria da qualidade do ensino, para que a região possa contar com quadros bem instruídos e competentes.

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