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Recuperar as salinas requer investimentos

O director provincial em exercício das Pescas afirmou na terça-feira, em Caxito, que a recuperação das quatro unidades salineiras do Bengo, paralisadas há mais de dois anos, está condicionada pela falta de recursos financeiros.


Pessoa Manuel José disse que para reactivar a indústria salineira na província são necessários cem milhões de kwanzas, visto ser indispensável levar a cabo várias acções no âmbito da estratégia da instituição.
 Esta verba destina-se ao programa de fomento da pesca, aquisição de meios de transporte, formação, protecção dos recursos e da costa marítima.
Os produtores ligados à actividade salineira precisam de financiamento para aumentarem a pro­dução e dar resposta à crescente procura que se regista no mercado, para a redução das importações, explicou.
 O Executivo está a trabalhar no sentido de encontrar soluções para, nos próximos tempos, os salineiros poderem ter acesso às instituições financeiras para solicitarem créditos destinados à aquisição de materiais. Pessoa Manuel José admitiu que a produção de sal na província pode aumentar caso o sector receba apoio para impulsionar a indústria salineira, cujo produto vai servir para abastecer o mercado interno e para exportação. Além disso, convidou a classe empresarial nacional e estrangeira a investir no sector das pescas na província do Bengo, tendo em conta o potencial que a região apresenta.
Apesar de existirem seis unidades salineiras, apenas a indústria JM-Lda, localizada na salina de Capulo, no município do Ambriz, com uma produção de 200 toneladas/ano, e a Salframar-Lda, no Sarico-Panguila, município do Dande, que produz anualmente 3.360 toneladas de sal, estão a funcionar na sua plenitude.
A província é detentora de 300 quilómetros de costa marítima, com início na foz do rio Bengo até à região da Mucerra, província do Zaire, além de ter vários rios, com destaque para o Zenza ou Bengo, Dande, Loge, Lifune e Úcua.

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