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Sassa Povoação movimenta passageiros para diversas zonas do território nacional

CARLOS ALBERTO |Sassa Povoação

Todos os dias, às primeiras horas da manhã, há um movimento intenso de viaturas, particularmente de autocarros colectivos, que se deslocam ao parque de Sassa Povoação, no qual muitos passageiros se mobilizam, aguardando transporte para Kicabo, Pango Aluquém, Dembos-Quibaxe, Nambuangongo e Ú­c­u­a­.

São vários os negócios que se realizam na localidade de Sassa Povoação
Fotografia: Santos Pedro

 

Todos os dias, às primeiras horas da manhã, há um movimento intenso de viaturas, particularmente de autocarros colectivos, que se deslocam ao parque de Sassa Povoação, no qual muitos passageiros se mobilizam, aguardando transporte para Kicabo, Pango Aluquém, Dembos-Quibaxe, Nambuangongo e Ú­c­u­a­.
Autocarros e outras viaturas estão perfilados a aguardar pelos passageiros. O velho pregão do cobrador faz saber sobre a localidade para onde as viaturas se vão dirigir. António Macaia tem as coisas preparadas para seguir viagem para o Kiage, localidade do município de Bula Atumba.
António Macaia está desde as nove horas na viatura Lite Hiace, que comporta doze pessoas. O sol é intenso e a espera incomoda os passageiros. Mas o cobrador não se desespera. Enquanto a viatura não estiver lotada, o carro não parte, sublinhou o jovem.
O cobrador adiantou que a vida é assim todos os dias, tendo salientado que a caminhada do Sassa Povoação ao Kiage demora, no mínimo, quatro horas.
O passageiro António esteve em Luanda para fazer o controle de uma doença que o afecta há bastante tempo. Vive no Kiage, desde 2002, e ele e a esposa são comerciantes ambulantes, no bairro Kissekula.
Já António Jorge escolheu Sassa Povoação para montar o negócio de recauchutagem. Há quatro anos que pratica esta actividade. Em média, faz entre 1.000 a 1.500 kwanzas diários. Reconhece ser um valor irrisório, mas prefere “um na mão do que dois a voar”, uma vez que os empregos estão difíceis.
Aos finais de semana, Jorge ruma para a cidade de Luanda, para o bairro Malueca, arredores do KM-9, município de Viana, onde vive com a esposa.
Às 12 horas, o autocarro Transbengo, proveniente de Bula Atumba, chega ao Sassa Povoação. Um dos passageiros é o jovem Filipe Manuel, que durante a pausa escolar, se deslocou à terra natal para visitar os pais. Para ele, agora é tempo de se preparar para o início das aulas.
De tempos a tempos, Maria Antónia, que mora em Cacuaco, desloca-se a Casssongue, para ajudar a mãe no campo. Estava sentada com vários quilos de bombó, milho e kizaca, à espera de regressar à capital, tão cedo quanto possível.
Elisa Bongo vende refeições há 15 meses. Ela e o esposo assentaram arraiais no Sassa Povoação. O trabalho inicia às sete horas e só termina às 22 horas. Antes, o marido vendia peças de viaturas, fazia recauchutagem e reparava geradores. Nisso, conseguiu amealhar alguns trocos e montou o novo negócio. Ela disse que o negócio nem por isso corre de feição. “Actualmente, a concorrência aumentou, em função da instalação de muitas barracas no local”, informou.
Referiu que os potenciais consumidores são pessoas que se movimentam do Uíge para Luanda e vice-versa, Nambuangongo, Bula Atumba e Pango Aluquém.
São vários os negócios realizados no Sassa Povoação. No local comercializa-se muitos produtos do campo, com destaque para banana, mandioca, abacate, kizaca, cebola, tomate e maruvo.
Mesmo à noite, o movimento é grande. Os geradores substituem a iluminação da rede.

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