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Sensibilização contra a violência doméstica

Alfredo Ferreira | Caxito

Os casos de violência doméstica tendem a diminuir na província do Bengo, na sequência das campanhas de sensibilização constantes que os técnicos da Direcção Provincial da Família e Promoção da Mulher têm realizado nas comunidades, disse ontem, em Caxito, a directora da  instituição.

Autoridades garantem novas acções de mobilização para as famílias cultivarem cada vez mais o diálogo entre os seus membros
Fotografia: Domingos Cadência

Isabel Paím, que fazia o balanço do ano 2015, referiu que, no período em análise, o departamento de aconselhamento familiar registou 218 casos de violência doméstica, contra 261   em 2014.
A diminuição de casos deve-se à realização de palestras de sensibilização e visitas de controlo, que têm sido levados a cabo a nível dos seis municípios da província do Bengo, explicou Isabel Paím, que revelou que constam dos casos de violência desentendimentos patrimoniais, abandono do lar, desalojamento, fuga à paternidade, violência por chantagem, ofensas corporais graves e morais, privação de bens, incumprimento de mesada e adultério, sendo as mulheres as que mais ­denúncias fizeram.  
 Para este ano, Isabel Paím perspectiva a realização de palestras com temas relacionados à “gravidez e casamento precoces”, “ética moral e civismo", bem como "o papel da escola na educação do homem novo”.  Constam ainda no plano de 2016, disse Isabel Paím, a formação de parteiras tradicionais nos seis municípios da província do Bengo, bem como a solicitação dos préstimos de um psicólogo, para ajudar algumas famílias que acorrem, com vários problemas, à Direcção Provincial da Família e Promoção da Mulher.
Esta questão, disse Isabel Paím, está a ser estudada com muito cuidado, porque o psicólogo tem de ter condições de trabalho e salários, para melhor ­desempenhar o seu papel. “Apelo às famílias a seguirem a via do diálogo e evitarem a justiça por mãos próprias, procurando denunciar todo tipo de violência àquela instituição e à Polícia Nacional, para uma resolução plausível”, pediu .

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