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Serviços sanitários conhecem melhorias

Pedro Bica| Ambriz

Os munícipes do Ambriz, na província do Bengo, passam a desfrutar de serviços de saúde melhorados, graças à reabilitação, ampliação e apetrechamento do hospital municipal.

Uma das unidades hospitalares da província do Bengo em condições de dar respostas satisfatórias aos problemas dos munícipes
Fotografia: António Pereira| Bengo

Os munícipes do Ambriz, na província do Bengo, passam a desfrutar de serviços de saúde melhorados, graças à reabilitação, ampliação e apetrechamento do hospital municipal.
Com uma capacidade para 32 doentes, a unidade dispõe de serviços de pediatria, partos, obstetrícia, ginecologia, farmácia, laboratório de análises clínicas e medicina geral. Com estes serviços, os cerca de 17 mil habitantes do Ambriz, que a partir do final deste mês passam a contar com um bloco operatório moderno, deixam assim de percorrer 127 quilómetros, em estrada degradada, até à cidade de Caxito para receberem assistência médica.
O administrador municipal do Ambriz, Januário Bernardo, disse que os serviços sanitários estão em condições de dar respostas satisfatórias aos munícipes que, diariamente, acorrem à unidade em busca de cuidados de saúde.
O estabelecimento clínico dispõe de duas ambulâncias para acudir situações de emergências médicas e de evacuações para hospitais de maior referência a nível da província.
A rede hospitalar do Ambriz, disse o administrador, é composta por 11 unidades, sendo um hospital municipal, um centro de saúde e nove postos médicos, espalhados pela região.
O quadro de pessoal é composto por 50 funcionários, dos quais três médicos (dois angolanos e um cubano), enfermeiros, pessoal administrativo, de limpeza e motoristas.
O hospital atende diariamente entre 30 a 40 pacientes, na sua maioria afectados por patologias, como a malária, doenças diarreicas agudas, febre tifóide e infecções urinárias.

Novas casas sociais

Os habitantes da vila do Ambriz vão dispor, até ao fim deste ano, das primeiras 100 casas sociais, das 200 previstas, no âmbito do Programa Nacional de Habitação, que decorre em todo o país.
Januário Bernardo explicou que a sede municipal vai receber, no próximo dia 30, as primeiras 50 casas de tipo T3. Nas comunas da Bela Vista e de Tabi estão a ser concluídas 25 de tipo T1, no âmbito do Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e de Combate à Pobreza, que se destinam a acolher funcionários públicos.
As obras de construção das casas sociais criaram 120 empregos directos, com maior realce para angolanos residentes no município, além de empregar 30 cidadãos vietnamitas.

Autoconstrução dirigida


Outra novidade para os munícipes da vila piscatória tem a ver com o loteamento de uma área de mais de 20 hectares, destinada às populações, no âmbito do projecto de autoconstrução dirigida. Como condição para se obterem parcelas loteadas, os candidatos devem ser, necessariamente, residentes no município, ainda que tenham nascido numa outra província.
Para este tipo de espaço, os requerentes devem pagar 240 mil kwanzas, que serve para custear os encargos administrativos e o título de concessão de terras. As parcelas para habitações de média e baixa renda têm oito hectares e 50 metros quadrados.
A nova urbanização vai comportar residências de alta renda, numa área de 25 hectares e 50 metros, onde vão ser ainda criadas áreas de desporto e lazer, centros comerciais, escolas e unidades sanitárias.
A rede escolar da circunscrição é composta por 21 escolas que dão suporte ao ensino primário, do I e II ciclos.

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