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Tabi no caminho do progresso

Guimarães Silva | Bengo

O Tabi é das comunas do Ambriz que está a registar um crescimento acentuado, em termos de serviços sociais básicos, dando qualidade de vida aos seus mais de 6.000 habitantes.

A melhoria das condições de saúde das populações é uma das prioridades das autoridades administrativas do município do Ambriz
Fotografia: Jornal de Angola

O Tabi é das comunas do Ambriz que está a registar um crescimento acentuado, em termos de serviços sociais básicos, dando qualidade de vida aos seus mais de 6.000 habitantes. Com 1.690 quilómetros quadrados, a comuna tem oito aldeias, onde são visíveis a construção  de infra-estruturas de impacto social, dando uma outra imagem à localidade.
A administração comunal funcionava nas instalações de uma empresa, passando agora a atender os utentes em casa própria, disse o administrador Simão Gonga Mussunda. O governo está apostado em melhorar as condições das populações, anunciando que, no próximo ano, os habitantes vão viver com mais dignidade.
Simão Gonga Mussunda salientou que o Programa Água para Todos levou  chafarizes ao Tabi. O  sistema de captação, tratamento e distribuição funciona, desde Julho de 2009. Dentro de dias, a água potável chega à aldeia de Quimuala.
Outro ganho está no abastecimento de energia eléctrica, fornecido por um grupo gerador, que precisa de assistências técnica.
As aldeias de Quicatala, Quimuala, Ningue, Manda Fama, Yembe, Nova Vida e Nkonda já têm escolas. No Tabi, todas as aldeias têm o ensino primário. A sede municipal  acolhe, além deste nível, o primeiro e segundo ciclos, num total de mil alunos matriculados no presente ano lectivo. O administrador comunal, Simão Mussunda, anunciou a construção de mais uma escola de seis salas, com espaço para a prática do desporto. As obras estão em fase de conclusão.

Sector da Saúde           
          

No sector da saúde, um posto médico, na sede, e postos nas aldeias de Quicatala e Quimuala, são os pontos avançados no combate à malária, diarreias e doenças respiratórias, as principais enfermidades que afectam os habitantes locais.
O enfermeiro Bernardo Levy, chefe do posto de saúde do Tabi, informou que atende entre dez a  12 pacientes por dia. Os postos médicos também efectuam consultas pré natais e campanhas de vacinação. Os casos  graves são transferidos para o Hospital do Caxito.
O posto de saúde do Tabi começa a ser pequeno para a procura. O soba Pedro Neto pede a construção de um outro centro, com múltiplos serviços, além de pedir uma ambulância para a comunidade. Nos últimos tempos foram edificadas as residências para o administrador e seu adjunto, para o chefe da Polícia Nacional, para o enfermeiro e para  professores. Neste momento, estão  em execução  as casas evolutivas para as pessoas com baixos rendimentos.

Recursos naturais

A comuna do Tabi é rica em inertes, por isso a construção da estrada  entre o Caxito e o Nzeto, que passa a oito quilómetros do Tabi, está a ser feita com materiais ali extraídos. Outro ponto forte reside no turismo, um sector que deve ser melhor explorado. O administrador Simão Gonga refere que o Tabi tem praias lindas e locais propícios para a pesca. Mas faltam embarcações para uma maior captura do pescado.

Pouca produção


A  estiagem afecta a comuna do Tabi. Este ciclo adverso, segundo o agricultor Pedro Neto, faz com que o cultivo seja escasso. “Estamos a cultivar nas baixas e à volta das lagoas. Com a falta de chuvas, o potencial agrícola do Tabi decaiu, o que é uma pena”, lamenta.
A localidade produz batata-doce, hortícolas,  banana e mandioca em grandes quantidades.

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