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Utentes aplaudem assistência na pediatria do Hospital Geral

Maiomona Artur | Caxito

Pacientes que acorrem ao serviço pediátrico do Hospital Geral do Bengo manifestaram-se satisfeitos com o atendimento dos profissionais, que tudo fazem para garantir um serviço aceitável, em termos de tratamento médico e medicamentoso.

Doentes e familiares que acorrem ao serviço da pediatria do Hospital Geral do Bengo dizem estar satisfeitos com o atendimento da equipa clínica
Fotografia: Maria João | Edições Novembro

A paciente Antónia Segunda, 15 anos, disse que o trabalho prestado pelos profissionais de saúde nos últimos anos tem melhorado consideravelmente, no domínio da humanização e na assistência médica.
Antónia Segunda acrescentou que os técnicos de saúde têm cumprido com zelo e dedicação a sua nobre missão de salvar vidas humanas, tendo afirmado que sempre que vai ao hospital é atendida com muito amor, o que aumenta a confiança e a vontade de superar a enfermidade.
A mesma opinião é partilhada por Rosa Alfredo, outra paciente que procurou as consultas externas da unidade sanitária, animada pelas condições criadas para acomodação dos pacientes e a pronta disponibilidade dos medicamentos.
Para Telma Fernandes, mãe de uma criança de cinco anos, internada na referida unidade sanitária, o atendimento é satisfatório, uma vez que os enfermeiros dão regularmente medicamentos aos doentes internados.  O director do Hospital Geral do Bengo, Carlos Mayer, disse que de Janeiro a Setembro do ano em curso foram atendidas mais de duas mil crianças, com patologias diversas, contra três mil de igual período do ano anterior.
Carlos Mayer apontou como principais patologias a malária e as infecções respiratórias agudas, que pouco a pouco vão reduzindo, graças à realização de campanhas de sensibilização sobre cuidados primários e a distribuição de mosquiteiros.
Carlos Mayer disse que apesar do bom trabalho desempenhado pelos técnicos, a pediatria necessita de três médicos especializados e vinte um enfermeiros, para garantirem o atendimento adequado aos pacientes.  Carlos Mayer lamentou o facto de muitas mães levarem os seus filhos ao hospital só quando a doença está em estado avançado. “Apelo à população no sentido de terem cuidados redobrados com as crianças e sempre que notarem alguma alteração no seu comportamento devem  encaminhá-las imediatamente para os serviços de saúde, para serem consultadas”. A pediatria do Hospital Geral do Bengo tem capacidade para internar 60 doentes e a assistência é assegurada por sete médicos e 39 enfermeiros.

Dadores de sangue
O Projecto “Doe amor, doe sangue, compartilhe a vida”,  para  reforçar as reservas dos centros de hemoterapia dos hospitais locais e contribuir para a salvação de vidas humanas, iniciativa da Brigada Jovens Solidários (BJS), foi relançado na semana finda, em Caxito, província do Bengo.
No acto, o coordenador do projecto, Miguel Ângelo, disse que   “Doe amor, doe sangue e compartilha a vida” é de carácter nacional e propõe-se  aumentar o número de dadores e reforçar as unidades hospitalares do país. Miguel Ângelo disse que o projecto contempla a distribuição de folhetos, actos de ingresso de novos dadores nas brigadas jovens solidários em todas as províncias do país, realização de seminários e conferências, ciclos de cinema, festas e teatro.
“O projecto tem como meta mobilizar mais de 20 mil jovens para doar sangue e salvar vidas, reforçando os centros de hemoterapias das unidades sanitárias existentes na região e não só”. A Brigada Jovens Solidários  tem 8.555 membros e foi criada para acabar com a escassez de sangue nas unidades hospitalares de Angola.
A Brigada Jovens Solidários tem representações nas províncias do Bengo, Bié, Huambo, Huíla, Luanda, Lunda-Norte, Lunda-Sul, Moxico, Zaire e Namibe. À margem do relançamento do projecto “Doe amor, doe sangue, compartilhe a vida”, foi realizada uma palestra sobre a importância da doação de sangue nas unidades hospitalares, pela Brigada Jovens Solidários (BJS), com vista a salvar vidas.
A referida palestra juntou mais de 200 estudantes de escolas do Panguila e Caxito. O prelector, Manuel Bunga, destacou a importância da doação de sangue, como sendo um gesto solidário para salvar pessoas.
Manuel Bunga referiu que para ser dador de sangue é preciso ter mais de 18 anos, pesar pelo menos 50 quilos e ter uma saúde aceitável.

  Moradores da cidade de Caxito pedem por um posto policial

A criação de um posto policial nos bairros Kitonhi, Kitongola e Ingamba, em Caxito, província do Bengo, é uma necessidade urgente manifestada na semana finda por moradores das referidas localidades, visando o combate à criminalidade.
A pretensão foi manifestada à imprensa, pelos moradores, em reacção aos casos frequentes de assaltos, registados nos últimos tempos em vários bairros.
O munícipe Carlos José, residente no bairro Kitongola, informou a ocorrência de frequentes assaltos à mão armada, durante o período nocturno, em residências, acrescentando que o referido bairro tem servido de refúgio de marginais.
Referiu que a realização constante de maratonas músico-culturais tem facilitado a acção de grupos de marginais e aumento da delinquência juvenil, que perturba a ordem e a tranquilidade pública. Celestino Pedro, do bairro Ingamba, fez saber que recentemente um dos moradores foi esfaqueado no abdómen e na cabeça, por um grupo de meliantes, encontrando-se internado no Hospital Geral do Bengo.
Madalena Adão, do bairro do Kitonhi, frisou que a comissão de moradores manifestou, várias vezes, esta preocupação ao Comando Municipal do Dande da Polícia Nacional, sem resultados. Reiterou que os moradores não dormem em condições, porque aparecem, sempre, indivíduos a forçarem as portas. 
O director provincial do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do Comando Provincial da Polícia Nacional, Paulo Miranda de Sousa, reiterou o seu apelo à população local, para uma maior colaboração na denúncia da criminalidade.

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