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Vírus contamina bananal no Bengo

Guimarães Silva | Bengo

O perímetro irrigado de Caxito, um dos espaços de referência agrícola no Bengo, encontra-se, há algum tempo, infectado pelo vírus do topo em leque, que afecta sobretudo a cultura da banana, explicou João Mpilomosi Domingos, presidente da Caxitorega.

O vírus não tem consequências para a saúde humana e é disseminado por mudas afectadas
Fotografia: Edmundo Eucílio | Bengo

O vírus, que não tem consequências para a saúde humana, pode, segundo a fonte, ser disseminado através de mudas infectadas, sendo os insectos os principais vectores. A planta doente, acrescentou,  apresenta folhas estreitas, com tamanho reduzido, parecendo um leque, e não produz frutos.
“O perímetro irrigado de Caxito foi o último a ser afectado. A doença já tinha sido detectada no Bom Jesus, Kwanza-Sul e Benguela”, disse João Mpilomosi Domingos, lamentando a inexistência de medicamentos para travar o vírus. “Até ao momento, não há variedade de banana que resista a este vírus. A solução está na remoção de todas as plantas infectadas”.
O presidente da Caxitorega acrescenta que “não temos ainda um balanço do quanto ficou afectado. Sabemos que os agricultores vão ter prejuízos na colheita. Estamos a tomar medidas que visam o controlo e contenção da doença, uma vez que as consequências incidem na redução drástica dos níveis de produção da banana”.
A Caxitorega tomou medidas para a remoção de plantas infectadas. Foi criada uma brigada de fiscalização permanente para verificar, junto dos produtores, casos de contágio, segundo João Domingos.
A breve trecho, a Caxitorega vai avançar com a pulverização, com insecticidas, de forma a conter o vector transmissor, e produzir material educativo para publicar nos meios de comunicação.
Segundo João Mpilomosi Domingos, o espaço onde o bananal infectado for eliminado pode ser utilizado para outras culturas sazonais, como o milho, que não é afectado pelo vírus do topo de leque. A banana representa um dos cartões-de-visita da Caxitorega, que tem 1.008 hectares em produção de alimentos, dos quais 600 são de banana.
No Caxito, o Executivo financiou uma unidade agropecuária, com uma linha de transformação da banana, o que incentivou a cultura do produto.

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