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Administração municipal vai arborizar mercado local

Maximiano Filipe | Benguela

A administração municipal de Benguela, em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), vai desenvolver uma campanha de arborização das ruas do novo mercado municipal para melhorar a qualidade ambiental e o nível de vida dos feirantes e compradores.


Em declarações ao Jornal de Angola, o gestor do mercado, Fernando Rafael, garantiu que estão criadas todas as condições para proporcionar uma qualidade ambiental que satisfaça os vendedores, assim como a população que frequenta o mercado.
No Mercado Municipal Viva a Paz, com capacidade instalada para mais de 20 mil feirantes, cada vendedor explora um espaço de três metros quadrados, o que permite desenvolver o seu negócio de forma livre e organizada.
Do ponto de vista técnico, Fernando Rafael explicou que o mercado possui diversas valências, tendo em atenção o processo de urbanização a que foi submetido.
Condições de saneamento básico, água canalizada, vias de acesso estruturadas, espaços organizados para venda de produtos, um posto administrativo e outro policial permitem uma melhor regulamentação e gestão do mercado. Mariano Gabriel, de 37 anos e vendedor de peças de viaturas e motorizadas, considera que o novo mercado garante melhor espaço e permite exercer a actividade comercial de forma segura e organizada, tendo em conta a sua localização geográfica e os espaços satisfatórios cedidos pela administração local.
Para Catarina Miguel, 42 anos, vendedora de roupa usada, a iniciativa do Governo de criar novos mercados é bem-vinda, uma vez que os feirantes estão agora registados na Administração Municipal e prestam o seu contributo na captação de receitas, a favor dos cofres do Estado para o crescimento da economia nacional.
O velho Marcolino Chipalanga, natural do Waco Kungu mas desde os 16 anos em Benguela, onde exerce a profissão de sapateiro, lamenta o facto de alguns taxistas circularem em áreas do mercado não permitidas pelos serviços de Viação e Trânsito.
Com 64 anos, Chipalanga espera que, com a modernização da actividade comercial, todos os feirantes unam os seus esforços aos do Executivo para fazer de Angola um país cada vez melhor, capaz de projectar a imagem real do desenvolvimento económico e social dos angolanos em termos internacionais. “Não basta reclamar, é preciso cuidar de tudo o que o governo está a fazer para o bem das populações”, disse o velho Marcolino Chipalanga.

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