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"Água para Todos" chega às comunas do interior da província de Benguela

Jesus Silva| Balombo

O administrador do Balombo, Júlio dos Santos, disse na semana finda, ao Jornal de Angola, que a população das comunas do Chingongo e do Chindumbo estão já a beneficiar do programa "Água para Todos".

Os novos sistemas de captação e distribuição de água construídos nas comunidades rurais foram reforçados com chafarizes comunitários
Fotografia: JA

O administrador do Balombo, Júlio dos Santos, disse na semana finda, ao Jornal de Angola, que a população das comunas do Chingongo e do Chindumbo estão já a beneficiar do programa "Água para Todos".
Nas referidas localidades, acrescentou o administrador, foram construídos novos sistemas de captação, tratamento e distribuição, o que fez com que a população deixasse de percorrer longas distâncias em busca de água. De acordo com o administrador, o secretário de Estado da Energia e Águas, Luís Filipe, na sua recente visita a Benguela, prometeu melhorar o sistema de captação e distribuição de água da sede do município.
"Já existe um projecto na secretaria de Estado das Águas para o Balombo, para melhorar a qualidade da água", disse Júlio Santos, acrescentando que a sede do município possui um sistema de captação muito deficiente e que a água consumida não é tratada, o que tem provocado muitas doenças, como diarreia e febre tifóide.
Júlio dos Santos salientou que o sistema da sede do município é muito antigo e há roturas constantes, o que faz com que o abastecimento à população seja feito por fases.
"No sistema de armazenamento, conforme foi concebido, neste período do ano em que as chuvas estão a terminar, baixa o volume de água, o que tem causado sérios transtornos, não restando senão a opção de efectuar o abastecimento de água às populações através de camiões cisternas", disse o administrador. No domínio da energia, Júlio Santos assegurou que estão a ser utilizados grupos geradores, tanto a nível das comunas como da sede municipal.
"Não temos tido muitos constrangimentos, com excepção de alguns de ordem técnica, porque algumas pessoas que residem nos bairros querem colocar energia nas suas residências e não obedecem aos regulamentos técnicos", disse Júlio Santos.
O município do Balombo, ainda segundo o seu administrador, precisa de técnicos qualificados para manter o sistema de energia a funcionar a 100 por cento.

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