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Alfabetização na região com novas metodologias

Maximiano Filipe | Benguela

A primeira unidade técnica provincial de coordenação e monitorização do programa geral de aceleração escolar vai ser criada, em breve, em Benguela, pela direcção provincial da Educação, Ciência e Tecnologia.

A informação foi apresentada durante a sessão de encerramento do primeiro fórum provincial da Educação, realizada até à semana finda, em Benguela, sob o lema “Pela aceleração dos objectivos da educação para todos,  reforcemos a mobilização geral de Angola e de África”.
O fórum visou redefinir a estratégia do ponto de vista sócio-educativo do plano de aceleração escolar, o reforço das competências e conhecimentos para os grandes desafios que se impõem nas localidades onde se registam baixos índices de desempenho educativo e pedagógico, assim como garantir um ensino de qualidade para todos.
O evento serviu igualmente para potenciar e assistir as administrações municipais, parceiros sociais e diversos actores que intervém no projecto de “Educação para Todos”, no sentido de se melhorar o sistema de elaboração de planos de avaliação e de qualificação dos quadros no domínio da intervenção educativa.
Durante a sessão de trabalhos, os participantes abordaram temas ligados à problemática da primeira infância, universalização do ensino primário, habilidades e preparação para a vida activa, alfabetização e educação de adultos, equidade de género, qualidade da educação, o VIH/Sida e estatísticas.
Os participantes comprometeram-se a prestar uma atenção particular ao ensino à distância como via de acelerar o processo escolar, assim como trabalhar na captação relativa dos recursos para o efeito.
Projectos e programas do ensino, adequando-os à realidade da província e ao processo metodológico, relativamente ao plano de aceleração escolar nos diferentes níveis de acordo com o programa de Dakar foram aprovados.
Os participantes ao fórum recomendaram o reforço dos planos e dos programas que garantam um melhor exercício da formação, com prioridade para a primeira infância, mas extensivos à formação de adultos, fundamentalmente nos municípios do interior.
A criação de mais creches e centros de apoio à criança, no sentido de garantirem melhores condições de desenvolvimento dos menores foi também recomendada, assim como melhor distribuição da merenda escolar no ensino primário e no I ciclo em toda a extensão da província, a formação de inspectores escolares e a formação contínua de docentes que trabalham com crianças que padecem de dificuldades educativas especiais.

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