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Associação de jovens distribui capacetes aos moto-taxistas do município do Lobito

Jesus Silva|Lobito

A Associação dos Jovens Provenientes da Zâmbia (AJAPRZ) distribuiu cerca de 500 capacetes aos moto-taxistas da cidade do Lobito, província de Benguela, com vista a contribuir para a redução do número de mortes por acidentes provocados pelas chamadas “kupapatas”.

A Associação dos Jovens Provenientes da Zâmbia (AJAPRZ) distribuiu cerca de 500 capacetes aos moto-taxistas da cidade do Lobito, província de Benguela, com vista a contribuir para a redução do número de mortes por acidentes provocados pelas chamadas “kupapatas”. Nos últimos tempos, a província tem registado, nas várias artérias urbanas e suburbanas, muitos casos de acidentes que envolvem os moto-taxistas, nalguns casos fazendo vítimas mortais por falta de uso do capacete.
O presidente da AJAPRZ, Bento Raimundo, salientou que as autoridades policiais não costumam agir mal quando interpelam os motociclistas que não usam o capacete, uma forma de preservar a vida dos cidadãos.
O responsável chamou a atenção dos motociclistas para evitarem ataques às autoridades policiais quando estas detêm uma motorizada por falta de documentos ou por outra infracção, pois incorrem numa violação contra a autoridade.
“É bem verdade que alguns agentes da polícia têm exagerado no cumprimento das missões que lhes foram atribuídas”, reconheceu, para adiantar que urge inverter o quadro, na base de um entendimento entre os moto-taxistas e os agentes. Bento Raimundo considerou que o trabalho desenvolvido pelos moto-taxistas é muito importante, uma vez que são eles que fazem o transporte, em grande número, dos cidadãos.
O presidente da AJAPRZ sublinhou que o primeiro trabalho de moto-táxi teve início na cidade do Lobito, na época das famosas “Simsons”, que muito ajudaram a população a movimentar-se para qualquer ponto da cidade e outras localidades. Amaro Ricardo, administrador municipal do Lobito, regozijou-se com o gesto da AJAPRZ, destacando igualmente a importância dos moto-taxistas no transporte de passageiros da  urbe.
Para diminuir os problemas com as autoridades policiais, o responsável exortou os motociclistas a fazerem o uso do capacete e a respeitarem as leis de trânsito, para que haja um bom relacionamento com a Polícia Nacional.
Há três anos, salientou o administrador, a zona não possuía estrada asfaltada, mas a questão foi resolvida. Nos próximos tempos, o governo provincial vai intervir noutras áreas da periferia que, até ao momento, não beneficiam de tapete asfáltico. Entre estas vias, o administrador citou o troço Catumbela/São João/Bar Africano (via rápida), Quileva/Golfo e o troço do Alto Liro, trabalhos que iniciam, na próxima semana. A par dos capacetes, a associação filantrópica fez ainda a entrega de motorizadas às autoridades tradicionais, televisores e computadores.

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