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Atendidos mais de cem doentes com insuficiência renal aguda

Um total de 141 pacientes com insuficiência renal aguda e crónica foram assistidos em 2018, no Centro de Hemodiálise do Hospital Geral do Lobito, na província de Benguela, mais nove em relação ao ano de 2017, informou  à Angop o enfermeiro-chefe da instituição, André Barros.

Doentes internados afectados com insuficiência renal
Fotografia: Edições Novembro |

O técnico disse que a maioria dos doentes que foram atendidos tem 35 anos de idade, dos quais quatro  faleceram por insuficiência renal aguda.
André Barros acrescentou que o centro registou a entrada de muitos pacientes renais, em trânsito, provenientes das províncias de Luanda, Huambo e Huíla que envia habitualmente o maior número de doentes, por não possuir unidade de hemodiálise.
Sobre as causas principais da insuficiência renal crónica, apontou a hipertensão arterial e a diabetes mellitus, pelo que aconselhou a alimentação saudável e a prática de exercícios físicos.
André  Barros disse que, actualmente, 127 pacientes renais encontram-se submetidos a sessões diárias de hemodiálise no Lobito, dos quais seis padecem de insuficiência renal aguda.
Para reduzir os casos que tendem a aumentar, o enfermeiro André Barros sublinhou que a instituição tem estado a realizar várias campanhas de sensibilização da população para evitar a hipertensão arterial, por ser outra grande causadora da doença, além da diabetes.
“Temos nos surpreendido com muitos jovens a fazerem diálise. (…) Isso é porque a doença não foi descoberta antes mesmo de afectar o rim”, contou, reconhecendo que o diagnóstico precoce, através de exames de sangue e urina, também ajuda a prevenir a insuficiência renal.
Deu ainda a conhecer que a gestão do material gastável não tem sido fácil, mas a direcção tem feito de tudo para cumprir com o tratamento dos pacientes renais de forma regular.
“Já tivemos rotura de stocks, por causa da crise, mas neste momento estamos tranquilos”, disse, apelando às pessoas a acorrerem ao centro nos primeiros sinais de insuficiência renal, para iniciar o tratamento de hemodiálise e, com isso, suprir a função do rim.
 Com uma capacidade instalada para atender pouco mais de 300 pacientes, o Centro de Hemodiálise do Lobito possui áreas de nefrologia, cujo funcionamento é assegurado por 21 enfermeiros, uma nefrologista e seis médicos de clínica geral.
Além disso, esta região do país também conta com o Centro de Hemodiálise de Benguela, que funciona no Hospital Municipal da capital da província, elevando para dois o número de unidades que tratam doentes renais crónicos.

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