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Aumenta combate à violência doméstica

Maximiano Filipe | Benguela

Técnicos de aconselhamento familiar afectos ao Ministério da Família e Promoção da Mulher (Minfamu) defenderam, no último fim-de-semana, em Benguela, a realização de acções de formação contínua e visitas de ajuda e controlo para unificar o atendimento às vítimas de violência doméstica.

Técnicos de aconselhamento familiar afectos ao Ministério da Família e Promoção da Mulher (Minfamu) defenderam, no último fim-de-semana, em Benguela, a realização de acções de formação contínua e visitas de ajuda e controlo para unificar o atendimento às vítimas de violência doméstica.
A intenção foi manifestada durante o seminário de formação de conselheiros familiares, com o objectivo de dotar os parceiros do (Minfamu), de políticas de prevenção e protecção contra a violência doméstica.
Nos três dias do seminário, os participantes recomendaram a realização de mais acções do género e um trabalho intenso de sensibilização das famílias como célula principal da sociedade, através de palestras, feitas com a colaboração dos tradicionais parceiros sociais nessa acção, como são os casos das Igrejas Polícia Nacional, INAC, administrações municipais e autoridades tradicionais.
Participaram 34 representantes das instituições de luta contra à violência doméstica, entre conselheiros da Direcção Provincial da Família, representantes do INAC, Saúde, administração municipal, Igrejas, associações femininas, OMA e a consultora jurídica da Ministra da Família e Promoção da Mulher, Idalina Valente. No seminário foram debatidos temas, como a definição de aconselhamento, a interacção entre a vítima e o profissional de aconselhamento, o aconselhamento cuidadoso e competente, os elementos para o aconselhamento, as técnicas de aconselhamento, a condução de uma sessão de aconselhamento e a orientação sobre as doenças que são  transmissíveis sexualmente.
Foram, igualmente, debatidos temas ligados às habilidades jurídicas no aconselhamento, noções sobre a família, casamento e os seus efeitos, anulabilidade do casamento, o divórcio e suas modalidades, a união de facto, crimes contra a segurança das pessoas e a sucessão testamental. A directora nacional para os direitos da mulher, Maria Medina, disse que a acção de formação constituiu uma mais-valia, na medida em que preparou os vários actores em matérias de aconselhamento jurídico e familiar, de acordo com o programa que o Ministério da Família concebeu para o ano em curso.
O aconselhamento, sublinhou, requer paciência, sacrifício, vontade e tolerância da parte de todos, o que “torna necessária uma formação contínua daqueles que exercem essa actividade com responsabilidade”, concluiu  a directora nacional para os direitos da mulher, Maria Medina.

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