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Banco Sol apoia fomento da agropecuária no Cubal

Maximiano Filipe | Benguela

A cooperativa agropecuária do município do Cubal, a 150 quilómetros de Benguela, beneficiou de um montante de três milhões 867 mil e 400 kwanzas, na base de um programa de micro-crédito desenvolvido pelo Banco Sol, em todo o território nacional.

Camponeses da região têm recebido vários apoios para poderem aumentar a produção
Fotografia: Nicolau Vasco | Edições Novembro

O auto de consignação do referido contrato foi assinado pelo responsável da cooperativa, Francisco Mila Daniel, e pela administradora do Banco Sol, Carla Van-Dúnem.
De acordo com o coordenador geral da cooperativa, o valor recebido vai ser investido na compra de cabeças de gado bovino, charruas, motobomba, adubo, mangueiras para irrigação dos cultivos, entre outros bens, para o fomento da actividade agrícola na região, âmbito do programa de combate à fome e redução da pobreza.
 Segundo Francisco Daniel, a cooperativa já produzia diversas culturas, como milho, feijão, mandioca, abóbora, cana-de-açúcar, tomate, cebola e hortícolas, mas, por falta de condições, nomeadamente sistema de irrigação, adubos e pesticidas, para combater as larvas, toda a produção ficou destruída.
Com o apoio recebido, acrescentou, será possível redefinir prioridades e aumentar a produção. A directora provincial de Benguela da Acção de Desenvolvimento Rural e Ambiental, Célia Wuandi Sampaio, considera que o crédito bancário que o Banco Sol põe à disposição dos clientes tem vindo a minimizar a carência de muitas famílias nas localidades onde são desenvolvidos diversos projectos de impacto social.
Avançou que nas comunidades do Dombe Grande, Ganda e Cubal existem diversas cooperativas agropecuárias, que também precisam de apoio financeiro, para aumentarem a produção, tendo em conta a formação que receberam da ADRA, no domínio da gestão financeira.
No quadro do programa de empreendedorismo nas comunidades, a ADRA tem realizado diversas acções junto das cooperativas, nomeadamente de capacitação, mediação, orientação e supervisão durante o andamento dos projectos, mecanismos de produção, escoamento de bens, venda, técnicas de poupança e reembolso sem riscos do capital recebido aos bancos. Este processo tem ajudado a evitar falência dos negócios e manter as relações entre associados e os bancos, sobretudo nas cooperativas das zonas rurais, acrescentou Cecília Sampaio.
O presidente provincial da Associação dos Industriais de Angola, Carlos Leiria, considera que a acção do Banco Sol chega em momento certo, tendo em conta a actual  realidade económica de muitos pequenos e médios empreendedores, que pretendem dinamizar os seus negócios.O responsável sugeriu que acções similares sejam extensivas em todo o território nacional, de modo a garantir o surgimento de novos empregos.
O administrador municipal da Ganda, Francisco Prata, sublinhou que o município oferece condições favoráveis para a implementação de diversos projectos sociais, que podem gerar riqueza, mais empregos para a juventude, bem como promover a qualidade de vida das famílias.
O presidente do Banco Sol, Coutinho Nobre Miguel, anunciou que para o presente ano estão disponíveis cerca de 852 milhões de dólares, para a concessão de créditos aos empreendedores.
 Fez saber que o processo de concessão de créditos por parte do Banco Sol depende muito da fidelidade dos clientes. O Banco Sol, garantiu, continua firme como parceiro do Governo e, entre outras acções, disponibilizou já 100 milhões de dólares, para financiar empresas, na base do Programa do Executivo denominado “Angola Investe”.
No âmbito da extensão das acções do Banco Sol, Coutinho Nobre Miguel explicou que já foram instalados em todo o país 210 balcões, que fazem um atendimento de acima de 11.700 clientes, com 1.750 trabalhadores, entre operadores, contabilistas, gestores, pessoal administrativo, auxiliar de higiene, entre outros.

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