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Benguela combate construções ilegais

António Gonçalves | Benguela

O Governo Provincial de Benguela dá prioridade às acções que visam combater a construção desordenada e à criação de um centro produtivo, anunciou o governador Isaac do Anjos.

Governador Isaac dos Anjos.
Fotografia: Jornal de Angola |

Discursava durante um encontro com membros do conselho de auscultação e concertação social, convocado para a­nalisar o estado de conservação e desenvolvimento de Benguela.
O governador Isaac dos Anjos disse que  que tal como o Lobito, o município sede da província também está a debater-se com falta de terrenos. Reiterou a necessidade se conquistar espaços e preservá-los. Para isso é necessária uma boa gestão do território, em termos de ocupação útil, para evitar a diminuição da superfície agrícola e garantir que mais pessoas continuem a habitar a cidade.
Isaac dos Anjos salientou que, apesar de Benguela ser uma cidade centenária, não fica de fora dos problemas ligados à ocupação ilegal de terrenos, alguns com papéis passados, desde 1813. Daí considerar que Benguela “é uma região de conflitos de terras”.
Com vista a dar solução a esta situação, o Governo Provincial optou por transformar terras menos produtivas em áreas residenciais.
Numa área de 5.000 hectares, localizada a Sul da cidade de Benguela, começa a nascer uma nova urbanização, cujos primeiros moradores receberam os títulos de concessão, durante a visita efectuada ao local pelo governador Isaac dos Anjos. As ruas têm entre 28 e 60 metros de largura. Existem lotes até mil metros quadrados. A centralidade é dez vezes maior que a área onde foi construída a velha cidade de Benguela que tem apenas 400 hectares.
A zona da Graça, por exemplo, na parte mais alta da cidade Benguela, é outra das áreas onde vai evoluir a urbanização da cidade, pelo facto de haver uma grande disponibilidade de terrenos na zona localizada entre a fábrica de cimento “Cimenfort” e as Bimbas, informou o governador Isaac dos Anjos.
“Aí vamos chamar de novo as terras ao seu dono, que é o Estado. Depois vamos criar lotes urbanizados e infra-estruturados”, explicou o governador de Benguela. “Já estão a ser feitos o levantamento, planeamento, avisos de loteamento e talhonamento, para a sua publicação em Diário da República. Só depois autorizamos a venda”, disse.

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