Províncias

Benguela reforça combate à malária

Maximiano Filipe | Benguela

O chefe do departamento provincial de Saúde Pública em Benguela, Martinho Wimbo, afirmou recentemente que os casos de malária na província diminuíram consideravelmente, fruto do aumento da qualidade dos serviços postos à disposição da população.

Comuna de Cage Mazumbo com mais árvores
Fotografia: Jornal de Angola |

Com a entrada em funcionamento dos testes de diagnóstico rápido, do alargamento da rede sanitária nos municípios do interior e o reforço de stock de medicamentos, a redução de casos de malária tornou-se um facto.
Martinho Wimbo acrescentou que, fruto do empenho dos técnicos do sector da Saúde, na concretização do programa de prevenção e combate à epidemia, os casos de malária baixaram de 173.450 casos registados em 2008 para 76.826 em 2011.
Na base da estratégia da redução da malária na província, o especialista em saúde pública explicou que foram aumentadas diversas condições para facilitar o diagnóstico e tratamento dos utentes, ao mesmo tempo que foram promovidas acções de formação técnica aos profissionais do sector.
A distribuição de mosquiteiros, a par da sensibilização e educação da população sobre os cuidados primários de saúde, têm sido levadas a cabo junto das comunidades, com a colaboração das administrações municipais e comunas. Para 2013, o sector está a desenvolver projectos de impacto social que se resumem ao tratamento anti-larval, diagnóstico precoce e tratamento hospitalar.
Martinho Wimbo considerou satisfatórias as condições existentes nas unidades sanitárias da província de Benguela, que actualmente são capazes de controlar o surgimento de epidemias simples e graves, através do programa de municipalização dos serviços de saúde.
Dado o aumento e crescimento da densidade populacional, receia-se o surgimento de indicadores de doenças que requerem mais atenção e resolução prioritária. Por esse facto, o Executivo tem vindo a trabalhar em acções de prevenção contra a mortalidade materna e infantil, combate às grandes endemias, controlo das doenças crónicas não transmissíveis e humanização dos serviços de saúde.
O especialista sublinhou que, com o aumento de infra-estruturas, a redução da malária tornou-se uma realidade indesmentível, mas apontou algumas contrariedades que têm surgido no exercício profissional dos técnicos de saúde, razão pela qual considera indispensável a formação contínua dos quadros do sector.
O sector da Saúde em Benguela trabalha actualmente no sentido de melhorar a qualidade dos serviços gerais e na criação de acções destinadas a aumentar a capacidade de resposta e satisfação das necessidades da sociedade.

Tempo

Multimédia