Províncias

Benguela regista baixa de casos de malária

Os trabalhos de fumigação e a distribuição de mosquiteiros impregnados à população , durante os meses de Março e Abril último , resultou na diminuição de casos de malária na província de Benguela , disse ao Jornal de Angola o director do Programa Provincial de Combate à Malária.

 

Hospitais em Benguela estão a receber menos doentes com malária em relação ao ano passado
Fotografia: Paulo Mulaza | Edições Novembro

João Capingala informou que a taxa de mortalidade por casos de malária reduziu significativamente nos nove municípios da província, sobretudo na faixa de menores de idade. Como exemplo, citou o município da Baía Farta, onde se registou durante o primeiro trimestre do ano em curso uma baixa acentuada de menos oito mil casos em relação ao ano passado no mesmo período.Segundo João Capingala, foram distribuídos 35 mil mosquiteiros durante a campanha que decorreu porta a porta em vários municípios da província.No município do Chongorói, o registo foi de 1. 123 casos positivos de malária, de Janeiro a Abril deste ano, dos quais resultaram em sete óbitos, informou o chefe da Repartição Municipal da Saúde, Augusto Cacope.Já no Cubal, onde  a situação era bastante preocupante devido ao número elevado de  mortes, hoje o quadro apresenta uma diminuição substancial de doentes.O supervisor da Secção Municipal da Saúde de Benguela, Avelino Longuía, disse que os postos médicos e hospitais, vão ser reforçados com mais medicamentos , ao mesmo tempo que será intensificada a distribuição de mosquiteiros em toda as zonas periféricas da cidade.

 

Portadores de VIH/Sida clamam por apoios

A Associação das Mulheres e Crianças Seropositivas de Benguela, denominada Ekumbi Ombaka,   clama por apoios  em bens alimentares, vestuário e utensílios domésticos. O desejo foi manifestado ontem à imprensa  pela presidente da instituição , Roberta Miranda, que lançou o pedido à toda sociedade benguelense.
“As mulheres e as crianças seropositivas estão a passar por situações difíceis, pelo que apelamos à sociedade benguelense para apoiar com o que puder estes cidadãos”, solicitou  Roberta Miranda.De acordo com a responsável, o imóvel onde a associação realizava trabalhos diversos, e servia de albergue  para seropositivas, “ foi entregue à outra entidade, sem comunicação prévia”.
Sem revelar números , a responsável informou que as mulheres e as crianças que possuem o vírus do VIH/Sida “estão a aumentar bastante” na província. “Revelo isso porque a associação é sistematicamente solicitada por inúmeras  mulheres e famílias de menores de idade infectadas com o vírus  que pedem apoios diversos”, sublinhou, para acrescentar  que, “ no âmbito do Programa de Empreendedorismo, algumas mulheres infectadas conseguiram se impor na sociedade criando  o seu próprio negócio”.“Perante esta situação preocupante, na qualidade de responsável, tenho  acolhido também algumas pessoas seropositivas”, disse.
Roberta  Miranda disse que a associação que dirige tem se batido contra a descriminação de  pessoas  seropositivas  na província de Benguela, através de campanhas de sensibilização com vista ao esclarecimento de que o seropositivo não deve ser marginalizado.  


Tempo

Multimédia