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Bolonguera precisa de mais escolas e Chongorói é um "canteiro de obras"

António Gonçalves | Benguela

A administradora da comuna da Bolonguela do município de Chongorói, Juliana Bendi, exprimiu ontem a sua preocupação com a escassez de salas de aulas para acolher as crianças em idade escolar que estão fora do sistema de ensino.

A grande preocupação da administração tem a ver com a escassez de salas para acolher as crianças em idade escolar
Fotografia: Jornal de Angola

A administradora da comuna da Bolonguela do município de Chongorói, Juliana Bendi, exprimiu ontem a sua preocupação com a escassez de salas de aulas para acolher as crianças em idade escolar que estão fora do sistema de ensino.
A Bolonguela, que foi integrada no município de Chongorói pelas alterações à divisão político-administrativa introduzidas recentemente no território nacional, conta apenas com uma escola de três salas de aulas.
Esforços devem ser desenvolvidos com vista a aumentar o número de salas, uma vez que a maioria dos cerca de 11.000 habitantes que constituem a população local é constituída por crianças.
Juliana Bandi revelou estes dados durante uma visita do governador de Benguela, Armando da Cruz Neto, no quadro de visitas de controlo que efectua desde o dia 17 de Agosto, para radiografar o grau de cumprimento da execução de obras sociais no interior da província. No município do Chongorói, que dista a 202 quilómetros da cidade de Benguela, a terceira etapa da viagem do governador, Armando da Cruz Neto verificou o evoluir das obras de reabilitação da estrada Chongorói/Camuíne, que compreende 62 quilómetros de via rodoviária. Avaliada em 220 milhões de kwanzas, as obras foram iniciadas no passado mês de Junho e a conclusão está prevista para o próximo mês de Setembro.
Ainda na Comuna do Camuíne, conhecida antigamente como a maior produtora de batata rena da província, a comitiva de Cruz Neto constatou o evoluir da execução das obras de construção da residência do administrador comunal adjunto, de um posto policial e outro médico.
O governador, acompanhado de membros do Governo Provincial, visitou ainda as obras de construção da residência do comandante comunal da Polícia e de um Jango comunitário, que vai servir de local de convívio das autoridades locais e a comunidade.
Na localidade do Senje, sede da comuna da Bolonguela, localizada a 22 quilómetros da sede municipal do Chongorói, estão em construção um posto médico e uma rde de captação de águas, cujo bombeamento será efectuado com a ajuda de painéis solares.
O governador e membros do Governo Provincial foram ainda ver, na localidade, as obras do novo bloco administrativo e de residências para os administradores comunal e seu adjunto, e identificar uma área para ali ser erguido um Jango.
Na aldeia do Lumbily, 60 quilómetros da sede municipal do Chongorói, outra das localidades visitadas, estão em construção um posto médico, uma escola primária, um posto policial e a residência do comandante da Polícia.
Na sede do município do Chongorói, as atenções estiveram viradas para os projectos de distribuição de água e as obras de construção do campo de futebol e do centro de formação profissional.
As obras, iniciadas em Junho deste ano, têm também conclusão prevista para o próximo mês de Setembro. Entre as obras em construção, de salientar 20 residências destinadas aos quadros administrativos. As primeiras dez casas estão em fase de acabamento e os custos para os cofres do Estado são de 73 milhões de kwanzas.
O futuro Centro de Escrutínio Municipal, também em construção, vai ser equipado com todas as infra-estruturas básicas e de iluminação, e as obras de ampliação do Hospital Municipal vão permitir aumentar a capacidade de atendimento diário para 60 pacientes.
Dias depois de ter estado, em Chongorói, a comitiva do governador seguiu para os municípios do Caimbambo e Cubal. Hoje, a delegação parte para a Ganda, onde amanhã decorre uma reunião do Governo Provincial.
As visitas de controlo do governador começaram no município do Bocoio, a 75 quilómetros de Benguela, onde observou o andamento dos empreendimentos sociais em execução.
 Depois foi para o município do Balombo (182 quilómetros), onde acompanhou as obras nas vias de acesso entre a sede do municipal e comunas, a construção de escolas e postos médicos e residências.

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