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Capturas de pescado pelágico registaram aumento na região

Pelo menos 97.207 toneladas de pescado pelágico foram capturadas de Janeiro a Novembro do ano findo, na província de Benguela, contra as 81.0 38 toneladas comparativamente a 2014, revelou ontem o director provincial das Pescas.

Os níveis de captura tendem a aumentar
Fotografia: Afonso Costa


José Gomes da Silva disse à Angop que em 2015 foram capturadas 22.655 toneladas de pescado no subsector da pesca industrial, 48.925 toneladas na semi-industrial e 18.626 toneladas na artesanal marítima.
O director provincial das Pescas considerou positivo para as empresas pesqueiras, pescadores artesanais e para todo o sector das pescas os resultados alcançados em 2015 nas capturas de peixe, pois contribuíram para a melhoria substancial da segurança alimentar.
O maior volume de pescado capturado é de espécie pelágica, como sardinha, carapau e cavala. A sardinha representa 52 por cento do total das capturas registadas até ao momento, o que corresponde a 47 mil toneladas de pescado, contra as 23 mil de carapau, situando-se em apenas 25 por cento.
Em relação ao carapau, o responsável disse ter havido uma fraca captura desta espécie, que esteve sujeita a um período de veda nos meses de Abril a Julho, mas recordou que o carapau é a que dá às empresas maiores garantias de sustentabilidade económica, pelo seu valor comercial no mercado consumidor.
Relativamente à transformação do pescado, o director provincial das Pescas, José Gomes da Silva, referiu que entre os meses de Janeiro e Novembro, a província obteve 47.157 toneladas de peixe congelado e 6.077 toneladas de peixe seco, produzido por mulheres no mercado da pesca artesanal.
José Gomes da Silva sublinhou que a produção de sal bruto foi de 30.603 toneladas, sendo que 28.906 foram iodizadas para tornar este produto adequado ao consumo humano.
“Esta quantidade está longe de satisfazer as reais necessidades da população, cuja meta do sector seria atingir anualmente as 170 toneladas de sal até 2017, se fossem concluídos os projectos gizados pelo Ministério das Pescas em termos de ampliação e conservação de salinas na Baía Farta”, disse.
Com 4.831 trabalhadores na pesca artesanal e 3.500 na semi-industrial, a província de Benguela é, por via da Baía Farta, a segunda maior região piscatória do país, depois do Tômbwa (Namibe).
O parque naval da província possui actualmente 35 embarcações industriais e semi-industriais, na sua maioria de cerco, assim como 732 embarcações motorizadas e 1.186 pequenos barcos sem motor.

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