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Casos de violência doméstica diminuem

Um total de 750 casos de violência doméstica, menos 346 em relação a igual período do ano passado, foram registados de Janeiro a Dezembro deste ano, na província de Benguela, pela Direcção Provincial da Família e Promoção da Mulher, informou ontem a directora do sector.

Província de Benguela assiste a um aumento da consciência das famílias sobre o resgate dos valores morais e cívicos
Fotografia: Francisco Bernardo

Maria do Céu afirmou que dos casos de violência registados destacam-se 113 agressões físicas, 406 de âmbito económico, 193 psicológicos, oito de abuso sexual e dois laboral. 
A redução de casos de violência doméstica, disse, deve-se às acções tendentes ao aumento da consciência das famílias, relativamente ao resgate dos valores morais e cívicos, competências familiares, bem como as temáticas que visam a realização do papel da mulher na família, na sociedade e na perspectiva da igualdade do género. 
Apontou ainda a realização de várias actividades como  programas de valorização e aumento de competências às famílias, cuidados e protecção à criança e mulheres grávidas, a educação nas famílias para a sua moralização, assim como campanhas de sensibilização, palestras, fóruns e seminários que abordaram sobre o resgates dos valores morais e cívicos, planeamento familiar, o VIH/Sida, entre outros.
A directora Provincial da Família e Promoção da Mulher salientou que os programas têm como objectivo consciencializar as famílias a pautarem por uma vida saudável, adopção de comportamentos positivos que contribuam para a redução da mortalidade materno-infantil, cuidados e protecção das crianças e mulheres, reduzir a mortalidade materna e infantil através de mensagens chave para mudança de comportamento da sociedade.
Maria do Céu considerou a prostituição e os casos de gravidez precoce como as maiores preocupações do sector, visto que podem contribuir na desigualdade de género e afecta a educação e a instrução, tem influência na desistência dos estudos e até em mortes provocadas por este tipo de problema.
Para desencorajar tais práticas, a responsável exortou a população a denunciar a violência ou abusos de que sejam vítimas, não temendo as represálias, uma vez que a direcção da Família e Promoção da Mulher conta com o Departamento de aconselhamento jurídico, cujo atendimento é feito por um pessoal capacitado, que orienta os visados na solução dos conflitos.
A directora espera em 2016 continuar com os programas em carteira, de maneira a que se tenha uma sociedade sã e se diminuam as assimetrias na igualdade de género.

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