Províncias

Centro de ofícios habilita técnicos

Jesus Silva | Lobito

Mais 154 formandos concluíram, no sábado, ao fim de nove meses, a formação, como pedreiros ladrilhadores, canalizadores e electricistas, no Pavilhão de Artes e Ofícios da Catumbela.

Momento em que os novos técnicos de artes e ofícios demonstravam o que aprenderam durante a acção formativa
Fotografia: Jesus Silva|Lobito

Mais 154 formandos concluíram, no sábado, ao fim de nove meses, a formação, como pedreiros ladrilhadores, canalizadores e electricistas, no Pavilhão de Artes e Ofícios da Catumbela.
João Manuel Diogo, coordenador do pavilhão, disse que este 4º ciclo de formação, foi frequentado por 200 alunos, 44 dos quais desistiram e dois reprovaram.
Aos alunos foram também ministradas aulas sobre cidadania, doenças sexualmente transmissíveis, VIH/Sida, preservação do meio ambiente e boas maneiras.
Dos 154 técnicos formados, 13 dos quais mulheres, 46 são pedreiros, 49 electricistas e 59 canalizadores.
“Recebemos jovens, muitos dos quais com maus hábitos, hoje transformados em homens socialmente úteis e prontos a contribuírem na reconstrução nacional, rumo ao desenvolvimento do país”, afirmou o coordenador do pavilhão.
O administrador comunal da Catumbela frisou que os trabalhos práticos apresentados pelos alunos “demonstram claramente que houve aprendizagem e habilidade na transmissão de conhecimentos”.
“O país está em reconstrução e é necessário a formação de pessoas”, disse Luís Gonzaga, acrescentando que “o Governo está a criar condições para que ninguém mendigue”.
O administrador pediu aos novos técnicos que aconselhem outros jovens a procurarem o Pavilhão de Artes e Ofícios porque quanto mais formados houver, menor é a delinquência.
Paulo Lucas, um dos formandos, manifestou-se, naturalmente, satisfeito por ter terminado o curso e elogiou o Governo por ter construído o pavilhão, que, frisou, está a contribuir para a formação de jovens em várias especialidades e dar-lhes o essencial para o emprego numa empresa.
Quilina Gabriel, que terminou a formação em canalização, disse ter sido importante frequentar o curso porque passou a ter conhecimentos que a vão ajudar profissionalmente.
“Não concordo com os que dizem que a especialidade de canalização é só para os homens, por isso é que estamos aqui a demonstrar que as mulheres também são capazes e estão à altura de ombrear com os homens em muitos ofícios”, afirmou, acentuando:
“Esses tabus são coisas do passado”, disse Quilina. Alexandre Kalunda, formado em electricidade, sublinhou que não esperava essa oferta do Governo e que se considera apto a ingressar em qualquer empresa para pôr em prática tudo o que lhe foi ensinado. O administrador da Catumbela ofereceu três empregos, um para cada especialidade.
O Pavilhão de Artes e Ofícios da Catumbela, criado em 2008, formou, até ao momento, 581 jovens em várias especialidades.

Tempo

Multimédia