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Centro para formação da administração local

António Gonçalves | Benguela

Benguela tem um centro regional de formadores do Instituto de Formação da Administração Local (IFAL), que vai atender igualmente as províncias do Kwanza-Sul e Luanda, anunciou ontem o coordenador da instituição.

Benguela tem um centro regional de formadores do Instituto de Formação da Administração Local (IFAL), que vai atender igualmente as províncias do Kwanza-Sul e Luanda, anunciou ontem o coordenador da instituição.
Filipe Camongua deu a informação durante o acto de encerramento de um curso, que abrangeu 36 formadores, e que marcou o ponto de partida para  o funcionamento do centro regional. A formação de formadores serviu para aumentar a capacidade em recursos humanos, acção que vai beneficiar as províncias do centro. A tarefa do centro regional, que já está constituído, vai ser a formação dos técnicos e agentes das administrações locais.
 A formação de formadores do instituto, iniciada em 2003, tem ajudado a mudar a consciência e os níveis profissionais dos quadros da administração local, apesar de se registarem ainda alguns comportamentos inadequados aos novos tempos, reconheceu o coordenador. Para João de Carvalho, que participou na acção de formação, a criação de uma nova mentalidade dos funcionários da administração local constitui a base da realização pelo Instituto de Formação da Administração Local desse tipo de actividades.
Para o formando, a solução dos problemas com que se debate a administração local do Estado passa pela formação de quadros que vão estimular a inovação de dinâmicas de trabalho, na perspectiva de mudar o comportamento dos funcionários públicos.
 A chefe de departamento de recursos humanos do Governo Provincial de Benguela, Maria Cipriana, afirmou que o grupo de formadores constitui um corpo importante na qualificação dos quadros da administração local, uma vez que vão ser chamados a ministrar cursos nas três províncias. Acrescentou que fazer parte do Instituto de Formação da Administração de Benguela é, sobretudo, estar capacitado e sempre disponível.

Organizações humanitárias


O chefe de Unidade Técnica de Coordenação das Ajudas Humanitárias (UTCAH), na província de Benguela admitiu ter havido uma redução significativa no número de organizações não governamentais na região, devido ao novo contexto de desenvolvimento do país.
 Melo Costa afirmou à Angop que apenas dez das 103 organizações não governamentais que actuavam na província de Benguela realizam actividades com impacto directo nas comunidades e explica que o campo de actuação das ONG tem estado a diminuir.
 Com as transformações do país, são obrigadas a adaptarem-se ao novo contexto, sob pena de desaparecerem. Portanto, disse   que as Organizações Não Governamentais devem acompanhar a dinâmica, de resto torna-se difícil trabalhar e poder desencandear as suas acções de caridade.  “O período de emergência a que muitas organizações não governamentais estiveram sujeitas, passou e apenas algumas conseguiram fazer face ao actual contexto de desenvolvimento, estando a trabalhar em prol de comunidades”,  notou.
 A redução de financiadores que entendem que Angola já não se debate com muitas necessidades no capítulo humanitário é outro factor relacionado com o desaparecimento de organizações não governamentais.  “As instituições financiadoras viraram as suas acções para outros países com mais problemas humanitários”, referiu, considerando que a falta de incentivos a que muitas ONG estão votadas faz com que procurem outras fontes de subsistência, acabando algumas por desistir.

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