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Centros de aconselhamento são construídos em Benguela

Cinco centros de referência vocacionados para o aconselhamento familiar vão ser construídos, a partir deste ano, pela Direcção Provincial de Benguela da Família e Promoção da Mulher.

Um pormenor da cidade de Benguela onde está a ser projectada a construção de centros no quadro do Plano de Desenvolvimento
Fotografia: Francisco Bernardo | Edições Novembro

O anunciou foi feito ontem, em Benguela, pela directora da instituição, Maria do Céu Chimbeia, que referiu que os centros constam do Plano Provincial de Desenvolvimento do sector no período 2017-2022, devendo ser instalados em unidades policiais, hospitalares e administrações municipais, atendendo ao compromisso do Executivo na eliminação da violência doméstica.
Ao destacar a necessidade de construção de uma sociedade fundada no respeito pela dignidade humana, a responsável da Promoção da Mulher referiu que a implementação de programas que privilegiem a moralização da família e da sociedade, em geral, através de acções educativas, incluindo a consciencialização de que a violência doméstica é crime punível por lei.
“As autoridades tradicionais, instituições judiciais, igrejas e organizações não-governamentais são parceiras na implementação destas acções, enquanto a Direcção da Família coordena e executa a política para a promoção da igualdade do género, defesa e garantia dos direitos da mulher e da família”, disse a responsável.
Maria do Céu Chimbeia ressaltou que, para o mesmo período, está projectada a construção de outras cinco casas de abrigo nos municípios do Cubal, Caimbambo, Chongoroi, Balombo e Bocoio. A directora provincial da Família e Promoção da Mulher informou que, à luz do Programa do Executivo Angolano de combate à violência doméstica, especialmente contra a mulher, foi delineado, para os próximos cinco anos, a formação de 300 conselheiros familiares para, dessa forma, tratarem de diferentes temáticas relacionadas com esse fenómeno social.
“Tais acções equacionadas pela Direcção da Família são dirigidas aos profissionais de Saúde, Polícia Nacional e associações da sociedade civil como forma de melhorar o sistema de acompanhamento e monitorização dos indicadores de denúncias apresentadas.”
Relativamente ao ano de 2016, Maria do Céu Chimbeia disse que foram denunciados junto daquela instituição pública 549 casos de violência doméstica, na forma física, patrimonial, psicológica, verbal, sexual e abandono familiar, menos 342 em relação a 2015. “Realce particular para o abandono familiar com 254 casos, seguindo-se a psicológica com 80 e física com 60, apontando a criança e mulheres como as principais vítimas.”
Ainda no ano passado, disse Maria do Céu Chimbeia, foram realizadas 25 palestras e 16 encontros com abordagem de diferentes temas sobre a política nacional para a igualdade, equilíbrio do género e valores morais e cívicos, entre outros, assim como divulgação e esclarecimento da Lei n.º 25/11, tendo contado com o envolvimento de 3.859 pessoas.

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