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Cidade do Lobito com um novo monumento

Jesus Silva | Lobito

A cidade do Lobito vai contar com um novo monumento quando completar 100 anos, em 2013. A ser erguido na montanha mais alta do município, será visualizado da zona baixa e do desvio do Biópio e irá relacionar-se com o contexto económico, político e cultural da urbe.

Vista parcial do Lobito que assinalou recentemente mais um ano como cidade
Fotografia: Jornal de Angola

A cidade do Lobito vai contar com um novo monumento quando completar 100 anos, em 2013. A ser erguido na montanha mais alta do município, será visualizado da zona baixa e do desvio do Biópio e irá relacionar-se com o contexto económico, político e cultural da urbe.
Este anúncio foi feito na sexta-feira pelo administrador municipal do Lobito, Amaro Ricardo, por ocasião do balanço das festas da cidade, que decorreram de 17 de Agosto a 2 de Setembro, com um leque de actividades culturais, desportivas e recreativas, nas quais os empresários tiveram uma participação activa, contribuindo assim para o êxito das festividades, orçadas em mais de sete milhões de kwanzas.
Amaro Ricardo aproveitou a ocasião para adiantar que, nos próximos dias, será inaugurado o troço rodoviário que vai da Unidade Operativa ao Bar-Africano e deste à Fábrica de Cimento, onde serão plantadas cerca de 350 palmeiras verdadeiras por empresários, munícipes e sobas, para que haja um compromisso colectivo e social na conservação e preservação das mesmas e se combata o vandalismo. O administrador acredita que, deste modo, a avenida, depois de possuir iluminação apropriada, vai transformar-se numa zona nobre da cidade.
Segundo ele, com a acção do governo e a perspicácia dos lobitangas serão erguidos passeios na ponta da Restinga, para que todos aqueles que pela manhã ou no período nocturno estão habituados à prática de exercício físico o possam fazer com segurança. “Vamos fazer uma actividade no cimento fresco do local onde serão construídos os passeios, onde todos os interessados poderão deixar as marcas das suas mãos, tal como se faz em várias partes do mundo”.
“Nós, há duas semanas completámos cinco anos árduos aqui no Lobito, o que só foi possível porque tivemos ao nosso lado um conjunto de pessoas que nos compreenderam, anos duros e difíceis, tendo em conta que a nossa sociedade é bastante complexa. Nós, os governantes, somos associados a tudo e muitas vezes quem não tem equilíbrio e calma suficiente não consegue aguentar a pressão social, que é muito forte nas pequenas cidades”, reconheceu.
Para Amaro Ricardo, em Angola nunca ocorreu em qualquer cidade periférica, como o Lobito, fazer programas sérios como foram feitos, trazer o manhã informativo, estar presente no Jovem Mania com cerca de 300 pessoas e participar no programa 10/12 e Janela aberta de forma responsável. “Estes factos caracterizam-nos como uma cidade especial, e nem todas as cidades do país têm esse privilégio”, salientou.
Adiantou que esse sucesso colectivo não deve transformar-se em vaidade para ninguém, devendo sim ser o início de um novo ciclo e sinal de responsabilidade.

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