Províncias

Comunidades do meio rural contam com mais professores

Maximiano Filipe | Benguela

A Escola de Formação de Professores do Futuro, adstrita à organização Acção de Desenvolvimento de Povo para Povo (ADPP), formou este mês mais 89 agentes do ensino para as comunidades rurais.

Os agentes de ensino terminaram com êxito o 27º curso de professores primários realizado pela instituição.
Com um leque de módulos pedagógicos, composto por aulas teóricas e práticas, estas últimas realizadas em escolas instaladas em comunidades do interior da província de Benguela, em regime de estágio, a acção formativa teve duração de dois anos e meio.
Os novos professores aprenderem técnicas para leccionar as disciplinas de Matemática, Biologia, Química, Educação Física, Agronomia, Educação Moral e Cívica, Desenho Técnico, Saneamento do Meio e Ambiente.
Os professores recém-formados estão ainda aptos para leccionar matérias relacionadas com a Gestão Patrimonial, Ciências Humanas, Linguística portuguesa, Economia, Música, Higiene corporal e habitacional, Construção Civil e Culinária.
De nível médio, a Escola de Formação de Professores de Benguela faz parte de um conjunto de 14 escolas da ADPP existentes no país, que funcionam em regime de internato. As escolas acolhem jovens de diversos estratos sociais, desde que tenham a 10ª classe concluída e queiram fazer uma grande diferença na sua caminhada académica como professor primário nas comunidades rurais de Angola.
A directora-geral da escola, Delfina Alberto, disse que a instituição está apostada em prestar o seu contributo nos diversos programas do Executivo, relativamente às políticas que visam aumentar a qualidade do ensino junto das comunidades rurais e, através da educação, promover o desenvolvimento do país.
Criada em 1977, a Escola de Formação de Professores do Futuro já graduou, até agora, 855 agentes do ensino primário, avançou Delfina Alberto.
Além da formação de professores primários para as zonas rurais, os quadros formados por aquela instituição desenvolvem ainda acções sociais e de instrução nos bairros. Em Benguela, os mesmos estiveram na Mina, Asseque, Cambanjela, Utomba e Calomanga.
Os professores realizaram nestas localidades campanhas de limpeza, plantações de árvores, sensibilização sobre os cuidados a ter com as minas e outros engenhos explosivos, preservação do património público, gestão dos resíduos sólidos e recursos hídricos.

Tempo

Multimédia