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Cooperativas de mulheres recebem créditos

Jesus Silva | Lobito

O Ministério da Família e Promoção da Mulher, na província de  Benguela, está a sensibilizar as comunidades para se organizarem em cooperativas de camponeses para acederem mais facilmente ao microcrédito disponível em diversos bancos, no âmbito do programa de combate à fome e pobreza.

Camponeses têm recebido vários apoios no âmbito do programa do Governo de combate à fome e à pobreza nas comunidades
Fotografia: Francisco Bernardo

O Ministério da Família e Promoção da Mulher, na província de  Benguela, está a sensibilizar as comunidades para se organizarem em cooperativas de camponeses para acederem mais facilmente ao microcrédito disponível em diversos bancos, no âmbito do programa de combate à fome e pobreza.
A directora provincial do Ministério da Família e Promoção da Mulher, Idalina Carlos, disse que os contactos com instituições bancárias para a viabilização do microcrédito conheceram maior dinâmica depois da realização, o ano passado, do fórum provincial e do encontro nacional sobre microfinanças, realizado no Kwanza-Norte, onde, como explicou, “foram dadas orientações no sentido de fomentar o crédito agrícola junto das comunidades”.
Idalina Carlos revelou que, até agora, mais de nove mil mulheres, que fazem parte das cooperativas e associações de camponeses, estão no mercado informal e são empresárias beneficiaram de créditos através do Banco Sol, Quixi Crédito, Fundo Soba e do BPC.
Idalina Carlos referiu que este ano o Ministério da Família e Promoção da Mulher vai continuar a trabalhar com as diferentes instituições financeiras: “já tivemos um encontro com o Banco Sol, BPC, Fundo Soba e Quixi Crédito para encontrarmos estratégias que permitam o financiamento de programas dirigidos a organizações de mulheres, principalmente para as das comunidades rurais”, acrescentou. As potenciais candidatas são ajudadas pelo Ministério da Família e Promoção da Mulher a obterem a documentação necessária para acesso ao crédito, referiu Idalina Carlos, reconhecendo que “há os casos de organizações, como cooperativas e associações de mulheres empresárias sedeadas na província que, por estarem melhor organizadas e estruturas, têm o acesso ao crédito mais facilitado”.

Crédito aberto

O acesso ao crédito depende do protagonismo das cooperativas e associações, que têm de se organizar e saber o que querem fazer, para onde pretendem dirigir as suas acções e quando necessitarem de alguma orientação e apoio o Ministério da Família e Promoção da Mulher promove actividades de advocacia junto dos bancos e encaminha as mulheres para as instituições financeiras, envolvidas no processo.
Os créditos variam em função das facilidades de pagamento das beneficiárias, mas geralmente rondam entre os cinco e dez mil dólares. As mulheres das camadas mais vulneráveis da sociedade têm encontrado dificuldades na obtenção dos créditos, uma vez que têm que pagar juros que não são tão baixos.
Idalina Carlos disse que o Executivo está preocupado em encontrar mecanismos para facilitar a vida das mulheres empreendedoras, que na sua maioria preferem aderir ao microcrédito.
o programa de combate à fome e à pobreza está a ser desenvolvido pelo Executivo em todo o país, visando proporcionar uma vida mais condigna às populações vulneráveis das cidades e das zonas rurais, acrescentou Idalina Carlos.

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