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Crianças integradas no ensino

A província de Benguela prevê alcançar, até ao ano 2022, cem por cento de crianças matriculadas no ensino primário, com idades entre os seis e os 11 anos, segundo o plano provincial de desenvolvimento de médio prazo 2018/2022, submetido segunda-feira à discussão para a recolha de contribuições.

Números actuais indicam que a província de Benguela deverá ainda atingir noventa por cento de crianças matriculadas na iniciação
Fotografia: Paulo Mulaza | Edições Novembro

Sem indicar os números actuais, o documento aponta que de 2018 até 2022 a província deverá ainda atingir 90 por cento do número de crianças matriculadas na iniciação, com cinco anos de idade, como resposta à política nacional que recomenda a universalidade do acesso ao ensino.
Eliminar progressivamente a taxa de abandono escolar até dois por cento em todas as classes do ensino primário até 2022 e reduzir para a metade a taxa de reprovação na 2ª, 4ª e 6ª, até 2021, uma vez que a 1ª, 3ª e 5ª classes são de passagem automática, é outra aposta da Direcção da Educação de Benguela.
O documento, que defende o aumento do nível de escolarização da população em idade escolar, com vista a diminuir o índice de analfabetismo juvenil e adulto até ao ano de 2022, indica como meta a redução dos 37,1 por cento de analfabetismo apontados pelo censo de 2014 para nove em 2022.
A nota avança ainda que as reprovações, cujos níveis começam dos seis a 30 por cento, deverão cair para 13  na 7ª classe e cinco na 8ª, 9ª, 10ª, 11ª e 12ª, dentro de cinco anos. Para atingir esses pressupostos, o plano prevê, entre outras medidas, melhorar o rácio de 43,3 alunos/turma, turmas/sala definitiva, turma/­professor, alunos/assentos, na proporção de 35 alunos em 2022, assim como manter o funcionamento de apenas dois turnos lectivos.  A implementação do plano de desenvolvimento da educação em Benguela está orçada em cerca de 166 mil milhões de kwanzas, entre despesas com pessoal, bens e serviços, programas específicos e investimentos. Quanto ao ensino superior, a Universidade Katyavala Buila (UKB), que responde pela II ­Região Académica e engloba as províncias de Benguela e do Cuanza Sul, surge como resultado da reorganização da rede de instituições de ensino superior públicas e do redimensionamento da Universidade Agostinho Neto.
O chamado mapa consolidado apresenta uma população estudantil de 9.115 alunos controlados em 2016, contra 12.979 não admitidos por falta de vagas nas várias unidades orgânicas, nomeadamente Faculdade de Direito, de Economia, de Medicina, Isced-Benguela, Isced-Sumbe e ISPB. Para a UKB, o esforço centra-se agora nos cursos de graduação a criar nas unidades orgânicas, nomeadamente Educação Primária, Gestão e Supervisão Educativa, no Isced Benguela, cuja criação está prevista para 2017, enquanto nos cursos de Química, Física, Biologia Didáctica de Língua Nacional, Sociologia, Psicologia, Filosofia e Psicologia Educacional, o cronograma aponta o quinquénio 2018/2022 como passível de materialização. Outra meta a que se propõe será a criação de cursos de pós-graduação (doutoramento, entre 2020 a 2022).22).

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