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Defendida maior fiscalização do erário

António Gonçalves | Benguela

A vice-governadora de Benguela para o sector Político e Social, Laurinda Baca, apelou ontem a população local para estar mais participativa na fiscalização e manutenção dos bens públicos colocados à sua disposição, para que os mesmos tenham maior durabilidade.

Laurinda Baca avalia sectores sociais
Fotografia: António Gonçalves | Edições Novembro

O apelo da responsável surge depois da visita que efectuou a diversos municípios da província, onde constatou que muitos empreendimentos socioeconómicos costumam ser vandalizados pela população. O caso mais preocupante foi o que se verificou com a actual Escola de Artes e Ofícios “Paulo Teixeira Jorge” e a ex-Liga, cuja reabilitação e apetrechamento esteve a cargo da Fundação José Eduardo dos Santos (FESA), em que os meliantes surripiaram carteiras e outros equipamentos da instituição.
Com receio de que os computadores sejam roubados pelos marginais, a escola funciona sem curso de Informática, uma vez que a instituição tem falta de pessoal de segurança.
Os marginais roubaram da instituição escolar as sanitas das casas de banho, risco que corriam os aparelhos de ar condicionado e as electro-bombas, caso a direcção do estabelecimento não tivesse retirado os bens e colocá-los de volta nos armazéns.
A direcção da escola aguarda que o concurso público do sector da Educação possa reforçar a equipa de segurança, que conta actualmente com um oficial. A melhoria das condições de iluminação, que passam pela instalação de um novo posto de transformação e da reparação do gerador, é outra situação defendida pelos gestores da Escola de Artes e Ofícios “Paulo Teixeira Jorge”.
A vice-governadora assegurou que, depois de radiografar os sectores da Educação, Saúde, Inserção e Reinserção Social, o governo está pronto para agir. “De forma conjunta, vamos traçar as estratégias para darmos melhores respostas às necessidades e preocupações da  população”, afirmou. Laurinda Baca garante que a solução de muitos problemas identificados está prevista no programa local de desenvolvimento, mas salienta que se precisa da experiência e participação dos parceiros do Estado.
Na sua visita ao município sede da província, Benguela, a responsável considerou a necessidade de inverter-se o actual quadro da pediatria do Hospital Geral. A unidade tem 150 camas, mas controla mais de 200 pacientes, muitos dos quais acamados nos corredores.
A falta de medicamentos é outra preocupação que a vice-governadora encontrou naquela área do Hospital Geral de Benguela, daí garantir esforços redobrados para se inverter o cenário. No Hospital Municipal de Benguela, as enchentes são outra das grandes constatações, cenário semelhante na pediatria a nível do hospital geral, unidades com muitos casos de doenças diarreicas e respiratórias agudas e malária.
Em função disso, Laurinda Baca recomendou mais acções no que diz respeito à educação sanitária da população, para que os índices destas enfermidades reduzam significativamente.
Nalguns postos médicos, infantários e escolas visitadas, constatou-se que as infra-estruturas, embora ainda consigam dar certas respostas aos problemas locais, são precárias e constituem um perigo para os funcionários e outros utentes.

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