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Dependentes de drogas beneficiaram de apoio

Jesus Silva | Lobito

As dificuldades das pessoas acolhidas no centro da Remar, na Catumbela, província de Benguela, estão desde ontem minimizadas, após a Fundação Sol ter feito uma doação à instituição de bens alimentares e industriais.

Donativo visa minimizar as dificuldades que o centro da Remar está a enfrentar
Fotografia: Silvio Fortunato| Edições Novembro


No leque de bens entregues constam colchões, gerador, mosquiteiros, máquinas de fazer pipocas, sacos de fuba, arroz, feijão, açúcar, massa, óleo alimentar, águas mineral, gaseificada e tónica, refrigerantes, salsichas e bolas para a prática de basquetebol.
A presidente do Conselho de Administração da fundação, Tânia Garcia, elogiou os esforços da Remar na recuperação de jovens viciados em bebidas alcoólicas, substâncias psicotrópicas e outros vícios perniciosos que comprometem a dignidade humana.
Tânia Garcia espera que a instituição continue na luta de recuperação e reintegração das pessoas toxicodependentes, no sentido de que estes cidadãos possam mudar a mentalidade e darem posteriormente o seu contributo para o progresso social.
“Este é um trabalho digno de respeito, que merece o apoio de toda a sociedade”, daí ser a segunda vez que a instituição realiza este tipo de acções de gratidão e de solidariedade para com o centro.
A responsável da fundação reconheceu a importância da instituição, que trabalha na recolha, internamento e recuperação de jovens perdidos nas drogas, em optar pela oração e outros tipos de terapias ocupacionais.
Tânia Garcia disse que a instituição filantrópica vai continuar a garantir ajuda aos sectores da Saúde, Educação, Cultura (artes) e Ambiente, descobertas científicas e apoio social.
A responsável da Fundação Sol disse que a instituição que dirige está atenta aos passos firmes e significativos que a Remar tem dado na socialização e evangelização em prol dos jovens.
“Por isso, acreditamos que daqui sairá muita gente que, futuramente, será um orgulho para as suas famílias e para o desenvolvimento de Angola”, considerou a presidente do Conselho de Administração da Fundação Sol. Em breve, a fundação vai realizar uma actividade do género no Hospital Esperança, em Luanda, que trabalha com pessoas afectadas pelo VIH e Sida, muitas das quais discriminadas pela sociedade.
Graciano Joaquim Pedro, do centro Remar, reconheceu que o gesto da Fundação Sol é digno de louvor, uma vez que vai reforçar a intervenção da instituição de caridade, que só funciona plenamente quando as pessoas compreendem a sua importância na sociedade. “Nós, aqui, necessitamos de um pouco de tudo, principalmente de produtos alimentares e de higiene, para que as pessoas que acolhemos possam levar uma vida minimamente condigna”, disse, lamentando que “alguns internados fogem e voltam à rua, quando as nossas dificuldades são imensas.”
Por outro lado, mais de 1.500 pessoas do bairro da Seta,  município de Benguela, beneficiaram na quinta-feira de assistência médica e medicamentosa gratuita, durante uma Feira da Saúde, iniciativa da administração municipal.
A feira, que durou algumas horas, ofereceu consultas grátis à população nas áreas de oftalmologia, medicina dentária, psicologia clínica, medicina geral, pediatria, nutrição, neurologia, pré-natal, bem como nas área do Programa Alargado de Vacinação, com testes de HIV/Sida, malária e glicémia.
O chefe da Repartição Municipal da Saúde em Benguela, Garcia da Costa, disse que o evento se enquadra nas actividades do dia 25 de Setembro, Dia do Trabalhador da Saúde, e visou levar os serviços de saúde mais próximo das comunidades.
 O responsável mostrou-se satisfeito pelo número de pessoas, em particular idosos, que acorreram à feira, sendo um sinal de alerta para que actos do género se realizem mais vezes.

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