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Desaprovada cobrança para os internamentos

Jesus Silva

Várias parturientes que se deslocam à Maternidade do Lobito, em Benguela,  revoltam-se contra as enfermeiras que cobram valores monetários pela ocupação de camas, em casos de internamento, alegando comparticipação na compra de alimentos para os profissionais da referida unidade sanitária.

Maternidade do Lobito onde enfermeiras cobravam aos pacientes
Fotografia: Jesus Silva | Edições Novembro | Benguela

Segundo o inspector provincial da Saúde, António Aurélio, o director do Gabinete Provincial de Benguela do sector, após ter tido conhecimento das referidas práticas, prejudicais aos pacientes, orientou a direcção da Maternidade do Lobito a pôr fim a esta situação e aconselha a população da região a fazer denúncias, sempre que se deparar com algo do género, nada abonatório às unidades sanitárias.
“Todos os serviços de cobrança, em termos de comparticipação, sobretudo nas áreas de laboratório, têm que cumprir escrupulosamente com o que consta na tabela do decreto”, assegurou, acrescentando que os valores cobrados, que estavam estabelecidos sem obedecer ao que está estipulado, têm que baixar.
 “Não há nenhuma orientação que os serviços que anteriormente não cobravam tenham de fazê-lo”, garantiu António Aurélio. A cobrança pela ocupação de camas para internamento na Maternidade do Lobito, acrescentou, é uma ilegalidade e todos os profissionais que enveredarem por essa prática devem ser denunciados e responsabilizados.

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