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Desenvolvimento das mulheres rurais constitui a prioridade das autoridades

Maximiano Filipe | Benguela

As autoridades provinciais de Benguela estão apostadas na criação de infra-estruturas sociais que permitam à mulher rural participar em projectos produtivos para o desenvolvimento do rendimento familiar.

Enaltecido desempenho das camponesas
Fotografia: Jornal de Angola

As autoridades provinciais de Benguela estão apostadas na criação de infra-estruturas sociais que permitam à mulher rural participar em projectos produtivos para o desenvolvimento do rendimento familiar, afirmou ontem o vice-governador de Benguela para a esfera política e social.
Eliseu Epalanga disse que o governo continua a desenvolver todo tipo de acções que promovam e valorizem o estatuto social das mulheres e assegurem a defesa dos seus direitos e liberdades fundamentais, garantindo o exercício livre de uma plena cidadania e inclusão na vida activa.
O governante, que falava durante o seminário de treinamento de lideranças femininas, considerou o investimento nas mulheres angolanas no campo, como pilar fundamental para a sua integração no processo de modernização da vida rural, bem como um imperativo económico e factor de progresso.
O vice-governador acrescentou que as acções implementadas pelo Executivo têm vindo a possibilitar que a igualdade de oportunidades seja um facto, quer na organização dos negócios, quer no ingresso no mercado de trabalho.
De acordo com Eliseu Epalanga, pelo modelo de desenvolvimento rural que o Executivo pretende implementar, com a criação de aldeias rurais, as mulheres que nelas vão residir têm um papel preponderante na criação da auto-suficiência alimentar e na prestação de serviços que concorram para a melhoria da qualidade de vida dessas comunidades.
O responsável considerou igualmente que as lideranças femininas continuam a desenvolver um papel decisivo na melhoria dos índices de desenvolvimento humano. A acção formativa de treinamento de lideranças femininas das províncias de Benguela, Huambo, Moxico, Bié e Huíla, inserida no projecto de fortalecimento das competências das mulheres rurais, foi promovida pelo Comité Nacional para a Promoção da Mulher Rural.
O seminário visou tornar a mulher no factor principal da dinamização da sociedade e debateu, entre outras questões, a acção social do dinamizador, sua importância e a participação da mulher rural no desenvolvimento do país.
Durante três dias de formação, os participantes discutiram temas ligados às atitudes comuns que inibem a participação, razões de participar no desenvolvimento de Angola, o papel fundamental do dinamizador, o género como construção social, o feminismo como factor, a identidade social de género e a socialização primária.
A construção social de género, o empreendedorismo da mulher rural como factor de desenvolvimento, o perfil de uma empreendedora, características da empreendedora, autoconfiança, visão, coragem, firmeza, decisão, atitude de respeito, capacidade de organização e direcção foram outros assuntos abordados no evento.

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