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Educação quer gabinetes psico-pedagógicos

Jesus Silva |Benguela

Os quadros superiores do sector de Educação de Benguela defendem ser necessário incentivar a criação de gabinetes psico-pedagógicos nas escolas, entre outras medidas administrativas.

Defendida a formação contínua dos docentes
Fotografia: Jesus Silva

Esta proposta faz parte do documento final da reunião metodológica anual da Educação, realizada nos passados dias 15 e 16, no Lobito, que possui 30 pontos, entre recomendações e conclusões, e aconselha que sejam pagos incentivos financeiros aos docentes que realizam actividades extra-escolares, sobretudo aos professores de Educação Física.
Em relação às obras da Escola de Formação de Professores de Educação Física, que deve ficar concluída em Agosto, o documento reflecte o agrado pelo avanço das mesmas e considera que isso deve permitir a entrada em funcionamento da escola já no próximo ano lectivo, no quadro da política de formação contínua de professores.
O encontro, no qual participaram directores escolares do sector público e privado, administradores municipais adjuntos ou seus representantes, responsáveis das direcções de Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Saúde, da Juventude e Desportos, Família e Promoção da Mulher, sindicatos ligados ao sector de Educação, entre outros parceiros, recomendou também que seja melhorado o relatório de balanço/2012, devendo ser introduzidas algumas emendas, como o rácio escola/inspector, com fundamentação.
 Os dados referentes ao concurso público de 2012, o enquadramento salarial, mudanças de categorias, casos resolvidos e por resolver, também devem fazer parte das emendas do relatório do ano transacto.
Os participantes recomendaram às administrações municipais que recorram ao apoio de técnicos especializados disponibilizados pelo Ministério da Educação, devendo as repartições escolares locais porem-nos à disposição dos protótipos de escolas-modelo. />Realçaram, ainda, a necessidade do reforço de competências das escolas, para que “todas as crianças que entrem para o nível primário saiam com êxito”, já que, sublinharam, “a escola e o professor devem adaptar-se às necessidades dos alunos”.
Quanto ao atendimento dos que têm necessidades especiais, recomendaram a formação contínua dos professores para esta área específica, devendo tais acções formativas ser estendidas às escolas do II ciclo do ensino secundário.
Às administrações municipais foi ainda atribuída a incumbência de, no quadro dos planos de desenvolvimento e expansão das localidades, reservarem áreas destinadas à construção de equipamentos escolares, inscrever no plano de desenvolvimento do sector obras de casas de passagem para professores nas sedes municipais, para assegurar a sua continuidade nos municípios, além de lares para estudantes. No quadro de combate às grandes endemias, aconselharam a inclusão de acções nos Programas Municipais de Saúde Escolar/2014.  Durante a reunião, as discussões giraram em torno de vários temas, com realce para a “estruturação da inspecção da educação no contexto da reforma educativa em Angola”, a aplicação “do plano estratégico de revitalização da alfabetização” e o papel dos pais e encarregados de educação no sucesso escolar.
 Nelson da Conceição, director provincial da educação em Benguela, disse, ao encerrar o encontro, que este permitiu uma discussão aberta das questões colocadas, o que representa um fundamento para a concretização das metas, que consistem na melhoria, cada vez mais, da qualidade do ensino.

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