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Empresa privada lança escola para formar quadros técnicos

António Gonçalves | Benguela

Um projecto de formação está a ser levado a cabo pela empresa Conduril Construtora Duriense, na província de Benguela, com vista a ajudar no desenvolvimento sustentado da região.

Um projecto de formação está a ser levado a cabo pela empresa Conduril Construtora Duriense, na província de Benguela, com vista a ajudar no desenvolvimento sustentado da região.
Denominado “Conduril Academy”, o projecto da construtora visa formar quadros médios e superiores, disse o administrador da empresa, Amorim Martins. O projecto está a funcionar com características de uma escola técnicoprofissional, formando manobradores/motoristas, construtores civis, electricistas, mecânicos, desenhadores, topógrafos, especialistas em qualidade e segurança, técnicos de laboratório, técnicos administrativos, de secretariado e tecnologias de comunicação. O projecto contempla ainda a criação de um estabelecimento de ensino privado homologado, cujos cursos, com duração de quatro anos, na área do ensino técnicoprofissional, para formar trabalhadores qualificados para o ramo da indústria e obras públicas.
A primeira fase do projecto contempla a concepção e preparação processual, recrutamento do corpo docente e a criação da bolsa de formadores e monitores, a construção de instalações, da homologação da academia enquanto escola profissional oficial, certificação e validade de competências.
A formação profissional está em marcha e até agora 70 formandos concluíram a especialidade de manobradores/motoristas. A cerimónia de entrega de diplomas dos formandos, provenientes de Porto Amboim (Kwanza-Sul), Barra do Dande (Bengo), Malange, Luanda e de Benguela teve a presença do vice-governador de Benguela para a área Técnica, Eliseu Epalanga, do cônsul de Portugal, Alexandre Leitão e do administrador da Conduril, Amorim Martins.
“A Conduril assume todas as despesas e todos os encargos sem exigir nada a ninguém, mesmo aos nossos formandos. Não têm nenhum dever de fidelidade para com a empresa, o que quer dizer que, quando acabarem o curso e quiserem ir embora, podem fazê-lo, apesar de existirem mecanismos temporários de fidelidade na Europa e em Portugal, o que é normal”, referiu. Amorim Martins referiu igualmente que a formação levada a cabo na Conduril Academy, constitui o pilar estruturante da sua acção em Angola, especificamente dirigida a angolanos.
O vice-governador para a área Técnica, Eliseu Epalanga, afirmou que o grupo Conduril procura, com a criação deste centro de formação técnicoprofissional, complementar as acções do Executivo, visando a formação integral dos quadros angolanos.
“Essa iniciativa surge num momento chave porque vai de encontro ao programa do Executivo para a reconstrução nacional e recuperação de todo o tecido económico e social, rumo ao desenvolvimento”, disse Eliseu Epalanga.
Com mais de 2.000 colaboradores em Angola, 95 por cento dos quais angolanos, a Conduril está presente em todas as províncias, onde estão montadas delegações com autonomia e capacidade técnica e tecnológica.

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