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Encontro apela à humanização dos serviços de saúde na região

Jesus Silva | Lobito

A humanização dos serviços a todos os níveis,  no quadro do aumento da qualidade de atendimento ao público vai ser reforçado pela Direcção Provincial da Saúde de Benguela.

Autoridades sanitárias da província de Benguela traçam novas estratégias para baixar os índices de mortalidade na região
Fotografia: Arão Martins | Edições Novembro|Huíla

A decisão é uma das recomendações saídas do 38.º conselho consultivo provincial da Saúde, que abrange  acções que visam a promoção de boas práticas na gestão de medicamentos e financeiras, para que se obtenham bons resultados com poucos recursos.
Os membros do conselho recomendaram que os serviços de farmácia das unidades sanitárias devem igualmente adoptar estas boas práticas de gestão, assim como o sector deve reforçar a promoção e o fomento da formação dos quadros nacionais, para garantir as suas competências técnicas em todos os níveis.
No conselho consultivo provincial da Saúde foram apreciados e louvados os resultados do processo de formação do Hospital Geral de Benguela e da Escola Técnica de Saúde de Benguela, mas manifestou-se preocupação pelo elevado número de alunos nas salas de aulas das instituições privadas do sector, o que pode comprometer a qualidade da formação.
“O facto de as escolas técnicas privadas admitirem no presente ano lectivo um número de estudantes muito acima do que foi orientado, as unidades podem encontrar alguma dificuldade no enquadramento nas áreas de estágio para os alunos em causa”, explicou o comunicado do conselho consultivo, que recomendou  a criação de uma comissão técnica, que deve estudar com maior ­profundidade a problemática do excessivo número de estudantes no presente ano lectivo. A comissão deve ser coordenada pela médica Olga Sebastião Fragoso e integra ainda os médicos António Manuel Cabinda, Esmeralda Monteiro, Eduardo Paulo Cachimbombo, Garcia Paulo da Costa e António Carlos Aurélio.
 
Febre tifóide

Os resultados da avaliação feita pela  comissão deverão ser remetidas à direcção provincial da Saúde no prazo de 30 dias, a partir desta data. Noutro capítulo, os membros do conselho consultivo provincial da Saúde registaram um elevado número de casos diagnosticados de febre tifóide em toda a rede hospitalar, o que levou a reflexão sobre a qualidade das abordagens clínicas e de laboratório no diagnóstico.
Por isso, foi apresentada a Ferramenta de Planificação e Orçamentação Municipal (FPOM) como elemento fundamental na determinação do orçamento mínimo da rede sanitária de um município e na definição e monitoria do Plano Operativo Anual (POA).

Hospital Psiquiátrico

Os membros do conselho provincial da Saúde recomendaram às instituições sanitárias o registo correcto dos doentes com perturbações mentais, para melhor dimensionamento do problema e a necessidade de  um hospital psiquiátrico de referência, para a província de Benguela, bem como da criação da equipa técnica de avaliação dos ­indicadores hospitalares.
Os membros do conselho consultivo da direcção provincial da Saúde concluíram que os funcionários do sector atingiram um cumprimento de 69 por cento das recomendações do último conselho e com base na orientação da redução do pessoal técnico expatriado deve haver maior envolvimento e desempenho dos profissionais do sector.
O conselho consultivo reconheceu que as repartições municipais e unidades hospitalares enfrentam dificuldades em implementar os programas de saúde pública, particularmente da malária, tuberculose, VIH e Sida, saúde sexual e reprodutiva e de vacinação alargada, por razões de sub-financiamento.
Outra situação que preocupa os agentes da saúde tem a ver com o aumento da incidência e prevalência de casos de tuberculose na população prisional, dai defenderem que se tomem medidas operativas às acções previstas no programa de luta contra a doença.
Os participantes foram informados dos resultados do concurso público de admissão de novos agentes, no ano 2016, que apurou o ingresso de 177 técnicos para a província de Benguela, sendo que 12 processos estão pendentes e aguardam a decisão do Tribunal de Contas, enquanto outras três candidaturas foram recusadas.
O comunicado final do conselho consultivo provincial da Saúde explicou que o concurso público de admissão de médicos,  este ano, foi conduzido a nível central e a colocação dos quadros admitidos foi da responsabilidade do Ministério da Saúde. Para Benguela, foram admitidos 84 novos agentes, que devem ser distribuídos por municípios, de acordo com o critério de um médico por 10.000 habitantes.

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