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Enxurradas inundam principais artérias da cidade do Lobito

Jesus Silva / Lobito

As chuvas, que desde há uma semana assolam as cidades de Benguela, Lobito, Catumbela e Baía-Farta, estão a causar inúmeros constrangimentos aos habitantes locais, por terem dado lugar a inundações e camadas de lama em zonas habitadas.

Vários bairros da cidade ficaram completamente alagados
Fotografia: Jesus Silva | Edições Novembro | Lobito

Na cidade do Lobito, as zonas mais afectados são a Canata, Bairro da Luz, Calumba, São João, Liro e o Obelisco Bar/Africano, local onde está concentrada uma grande camada de lixo, arrastada pela correnteza da água proveniente da zona alta.
Ainda no Lobito, entre a Canata e o bairro do Liro, área onde há já algum tempo se circula com imensas dificuldades, devido as estradas esburacadas, o asfalto desapareceu por completo. Na zona urbana da cidade, as ruas secundárias e terciárias, debilitadas há já algum tempo, estão intransitáveis, concretamente nos bairros da Caponte, Compão, Académico, Liro e em algumas zonas da Restinga.
A famosa Via Rápida, entre o Bar/Africano/São João/Santa Cruz e Catumbela, há mais de 10 anos que aguarda por intervenção, encontrando-se num estado lastimável, localidade onde nesta época chuvosa os motoqueiros, vulgos kupapatas, fazem das “tripas coração” para transportarem passageiros . Na avenida que dá acesso ao Bar/Africano e o Obelisco, os carros e motociclos quase que são “engolidos” pela água, pelo que os ocupantes são obrigados a abandonar os veículos .
Nestes dias de exurradas, os automobilistas provenientes de Benguela, Catumbela e Bairro da Luz tiveram que optar por contornar a rotunda das Bombas da Bulama, passando pelo Kassai e Compão, para chegarem à Restinga e à Zona Comercial, devido ao estado calamitoso em que se encontra a Avenida Salvador Correia, que vai do Obelisco aos Bombeiros.
Segundo o administrador municipal do Lobito, Nelson Joaquim da Conceição, a Administração não possui verbas para dar solução a essa problemática .
“Dentro do que é possível, vamos fazendo o que está ao nosso alcance”, disse desolado o administrador.

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