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Estrada do futuro está quase pronta

Sampaio Júnior| Benguela

A estrada que liga Benguela ao Namibe, via Dombe Grande e Lucira, está quase pronta. As obras começaram em Dezembro de 2010 e terminam no primeiro trimestre do próximo ano.

Com a via asfaltada as viagens para as belas praias da região ficam mais facilitadas
Fotografia: Sampaio Júnior

A estrada que liga Benguela ao Namibe, via Dombe Grande e Lucira, está em fase de conclusão, faltando apenas colocar o tapete de asfalto, revelou ao Jornal de Angola o director do INEA em Benguela, Henriques Vitorino. A empreitada começou em Dezembro de 2010 e fica concluída no primeiro trimestre do próximo ano.
É o regresso de uma via que já teve grande interesse económico e que aos poucos foi abandonada. A nova estrada vai ter um forte impacto nas empresas de pescas. Mas o turismo vai ser o grande beneficiário de uma via que atravessa uma região de excelentes praias, paisagens de rara beleza e que tem em alguns pontos do “planalto de Benguela” e do deserto do Namibe verdadeiros santuários de caça.
As zonas agrícolas do Dombe Grande vão igualmente beneficiar da nova via. A obra envolve os 55 quilómetros do troço Dombe Grande/Equimina. Os trabalhos incluem a reabilitação completa do pavimento, reabilitação de nove pontes, rede de drenagem, passagens hidráulicas, lancis, sinalização e iluminação.
A estrada entre o Dombe Grande e a Lucira tem um novo traçado. A via foi rasgada no litoral, o que faz deste troço uma verdadeira estrada marginal.
É um instrumento fundamental para desenvolver o turismo na região. Esta via directa ao Namibe significa menos centenas de quilómetros na ligação entre as duas províncias. A região costeira entre Benguela e o Namibe é rica em pescado e produtos agrícolas.
No Dombe Grande está a ser construída uma nova ponte sobre o rio Coporolo, outro centro de atracção turística.
Com a nova estrada asfaltada, as viagens para as belas praias na região ficam mais facilitadas.
 A estância balnear da Equima Chamume pode agora sair da ruína e ganhar a importância do passado. A comunidade piscatória ainda resiste e chegam cada vez mais amantes da caça submarina aos mero, garoupas, corvinas e raias, espécies muito abundantes na região.


Estradas reabilitadas

Os 900 quilómetros de estradas da província de Benguela foram reabilitados, o que facilita a vida aos automobilistas, revelou Henrique Vitorino.  “As vias rodoviárias têm um impacto de capital importância no desenvolvimento económico e social das comunidades. Agora temos estradas onde se pode circular com segurança”, disse o director do Instituto de Estradas de Benguela. Existem acções que visam assegurar a conservação da malha rodoviária.


Passagens aéreas

Na via expresso entre o Lobito e Benguela registavam-se muitas mortes por atropelamentos, por isso foram construídas passadeiras aéreas, mas muita gente ainda atravessa a estrada, o que é perigoso, afirmou o director do INEA.
As autoridades tradicionais e comunitárias têm feito um trabalho de sensibilização para que os peões usem as passadeiras: “a educação cívica dos moradores deve ser um trabalho conjunto, envolvendo comissões de moradores, administrações municipais e direcções provinciais, para maior divulgação das passagens aéreas”, disse Henrique Vitorino.
Outro problema que se regista na estrada Lobito Benguela, é a constante destruição dos separadores metálicos. Os automobilistas andam em excesso de velocidade, despistam-se e destroem os separadores.
“O derrube dos separadores tem causado inúmeros prejuízos ao INEA, são peças muito caras e importadas. Por serem bens públicos, quando os automobilistas danificam os separadores, são identificados pela Policia Nacional e obrigados a pagar os estragos causados”, avisou Henrique Vitorino.

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