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Expansão do cultivo de café

António Gonçalves | Benguela

O Instituto Nacional do Café (INCA) quer ver a cultura do café a expandir-se a todo o Planalto Central de Angola, revelou a chefe da brigada técnica desta instituição, Ana Canga, durante uma visita do governador provincial de Benguela, Isaac dos Anjos, à comuna da Chicuma.

Autoridades apostam na reactivação da produção do café para evitar as importações
Fotografia: António Gonçalves

Numa primeira fase, explicou Ana Canga, o projecto prevê apoiar a população no fomento, em grande escala, da produção do café no município da Ganda.
O fomento da cafeicultura na região foi reactivado em 2007, com a instalação, pelas brigadas técnicas do INCA, de viveiros comunitários em várias fazendas, onde foram plantados 25.207 cafezeiros.
Nesta altura, estão plantadas mais de 11.500 diferentes variedades de café na Chicuma, numa área de 1.500 hectares.
Até 1984, disse que a produção chegou a atingir 200 mil toneladas, mas actualmente não passa de 3,5 de café comercial.
Ana Canga disse que o decréscimo se deve, sobretudo, à falta de recursos técnicos, uma vez que os fazendeiros precisam de incentivos, designadamente sementes e bolsas para os viveiros e alfobres para a plantação. “Os fazendeiros precisam, também, de máquinas de descasque, motobombas, adubos e fertilizantes para melhorar a qualidade do café comercial”, referiu a chefe da brigada técnica do INCA.
O director da estação experimental do café do Munguavolo, Francisco Delfina, reconheceu que a falta de investimentos e tecnologia agrícola condicionam a produção e que, actualmente, a actividade está mais concentrada na manutenção.
Com uma capacidade para cem mil plantas, a estação experimental do café do Munguavolo criou um viveiro de ensaios com 5.200 pés e cem de gravilhas robustas, utilizadas para investigação.

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