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Fábrica de material escolar inicia actividade em Benguela

Maximiano Filipe | Benguela

Mais de cinco milhões de manuais escolares, entre livros e cadernos para alunos da iniciação ao II ciclo de ensino secundário, começam a ser produzidos na cidade de Benguela, com a entrada ontem em funcionamento de uma fábrica de especialidade, denominada Noveducade.

Objectivo é baixar o preço do material escolar
Fotografia: João Gomes

A referida unidade fabril, um investimento privado com a participação do Estado, está avaliada em 400 milhões de kwanzas. Além de livros e cadernos vai igualmente produzir, nos próximos tempos, grandes quantidade de caixas de giz, unidades de borracha e lápis de grafite e de cor.
A administradora-geral da fábrica, Cecília do Rosário, esclareceu que numa primeira fase a matéria-prima para a produção do material escolar vai ser importada de Portugal, enquanto durar a conclusão dos estudos que estão a ser feitos pelo Ministério da Indústria, com vista a recurso de material local, tendo em atenção a sua qualidade.
Cecília do Rosário disse que os trabalhos de experimentação, iniciado no ano passado, decorrem a bom ritmo e lembrou que a fábrica foi instalada no local onde funcionou a EMATEB e permitiu criar 150 novos postos de trabalho directo.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  
O secretário de Estado da Indústria, Kiala Gabriel, afirmou na cerimónia de inauguração que a capacidade de produção da unidade fabril deve ser aproveitada para abastecer as demais províncias do país.
Com a instalação da fábrica, a indústria encontra uma forma de rentabilizar o investimento efectuado e promover a capacidade produtiva da província, contribuindo, deste modo, para alavancar a economia nacional e reduzir a importação.
O director provincial da Educação, Samuel Quinda, referiu que o ressurgimento de uma unidade fabril do género constitui uma oportunidade ímpar para o sector, numa altura em que o Executivo continua apostado no aumento da qualidade do ensino no país.
A produção local do material escolar vai minimizar a carência de material escolar e ajudar a baixar o preço do produto no mercado da província e não só.

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