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Fuga de professores preocupa inspectores

A fuga de professores residentes nas cidades do Lobito e Benguela, que trabalham nas escolas das aldeias, povoações e comunas do município do Bocoio, está a preocupar os inspectores da Direcção Provincial da Educação, Ciência e Tecnologia de Benguela.

Aulas estão paralizadas em muitas escolas
Fotografia: Jornal de Angola

O assunto foi analisado numa reunião na qual participaram 142 directores de escolas do ensino primário, do primeiro e segundo ciclo de ensino secundário do município do Bocoio.
O inspector da Direcção Provincial, Roberto Jonhson,  disse que os directores das escolas devem marcar faltas aos professores faltosos para que lhes sejam descontados nos respectivos salários os dias em que não compareceram e, caso seja necessário, declarar abandono. 
Além disso, referiu que, na qualidade de principais gestores, os directores devem executar na íntegra a circular número 28/2013, do director provincial de Educação, Ciência e Tecnologia de Benguela, que proíbe qualquer tipo de comparticipação escolar por parte dos alunos, pais e encarregados de educação.
Durante o encontro, os directores debateram a necessidade de promoção de categorias salariais para os professores que já concluíram o ensino médio, o pagamento pontual dos salários de cargos de direcção e chefia, para todos os docentes nomeados para exercerem essas funções, a criação de uma escola de formação de docentes primários e o reforço das relações entre a escola e a comunidade.
O pagamento dos subsídios de exames ao júri, incluindo os directores de escolas, a gestão do programa de merenda escolar do Governo e da ONG norte-americana JAM, a institucionalização de um núcleo de ensino superior no município, a correcção de alguns conteúdos nas disciplinas curriculares de ensino geral, com destaque para a língua portuguesa e matemática, foram outros temas discutidos.

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