Províncias

Funcionários aprimoram noções sobre mudanças das organizações

António Gonçalves | Benguela

Mais de 30 funcionários de instituições públicas das províncias de Luanda, Kwanza-Sul e Benguela concluíram segunda-feira um ciclo de formação sobre a mudança organizacional.

Mais de 30 funcionários de instituições públicas das províncias de Luanda, Kwanza-Sul e Benguela concluíram segunda-feira um ciclo de formação sobre a mudança organizacional.
A acção formativa é parte do programa de formação e capacitação de quadros e agentes da administração local, que está a ser desenvolvido pelo Instituto de Formação e Administração local (IFAL).
Durante cinco dias, chefes de departamento e de secção dos recursos humanos das instituições públicas juntaram-se para receber matérias relacionadas com  noções e estratégias básicas sobre os conceitos de mudança.
Francisco Martins, um dos formadores, disse que se tratou de uma formação contínua na área de gestão de mudança organizacional, cujo objectivo é tornar aptos para desenvolverem uma abordagem concentrada e coerente na gestão de recursos humanos que constituem o activo das instituições.
A formação, acrescentou, serviu para transmitir conhecimentos e metodologias que permitam a capacitação dos chefes de departamento e de secção das instituições públicas das províncias de Luanda, Benguela e Kwanza-Sul para, como disse, perceberem e actuarem em processos de mudança que ocorrem nas organizações e nas pessoas.
Noções sobre os conceitos do processo de mudança, as razões de mudança das organizações, factores que actuam no ambiente interno e externo das organizações, gestão dos processos de mudança, estrutura do sistema e subsistemas de recursos humanos são alguns dos temas ministrados no seminário.
Francisco Martins disse que a fiscalização dessas acções de formação resume-se na avaliação feita pelos próprios formandos no final da acção, mas, referiu, cabe ao coordenador da formação do Instituto em Benguela o envio do respectivo dossier ligado à materialização dos conhecimentos adquiridos.
Com essas acções, o Instituto de Formação e Administração Local está a mentalizar os funcionários públicos para que possam actuar de forma eficaz nas áreas onde se encontram em função das mudanças que ocorrem no mundo e onde o funcionalismo público deve ser flexível, salientou.
Carolina Navio, da direcção provincial de Finanças em Benguela e uma das instituições que participou na acção de formação, reconheceu a existência ainda de alguns aspectos nas instituições que continuam por definir.
“A formação devia ser um pouco mais prolongada, mas com o material de apoio é possível um melhor enquadramento sobre o conceito de mudança tanto nas organizações, como nas pessoas, muitas delas com a fraca preparação para a mudança”, sublinhou.
Carolina Navio, em declarações ao Jornal de Angola, salientou que este tipo de actividades devem ser estendidas à outras partes do país para que mais gestores de serviços públicos possam ter a­cesso às ferramentas adquiridas na referida formação.
Defendeu ainda que tais acções deveriam ser realizadas de forma regular, envolvendo mais gestores, para troca de experiência entre os participantes de várias localidades

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