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Governo reduz custos no processo de ensino

Jesus Silva|Lobito

O governo  de Benguela está a incrementar um programa que visa minimizar os custos com a escolarização das crianças, anunciou na terça-feira o chefe do departamento da área administrativa da direcção local da Educação.

O governo  de Benguela está a incrementar um programa que visa minimizar os custos com a escolarização das crianças, anunciou na terça-feira o chefe do departamento da área administrativa da direcção local da Educação.
Samuel Quinda disse que as acções começaram com a distribuição de kits escolares, que devem abranger toda a província de Benguela. Para a concretização destas acções, já existe um parceiro que tem estado a trabalhar com as administrações municipais, no quadro do Programa de Combate à Pobreza, e estão a ser municiados recursos, além de ter sido realizado um estudo sobre a distribuição de kits às crianças carenciadas do     ensino primário.
Quanto à merenda escolar, está a ser assegurada através de duas vertentes. Numa delas, um parceiro que opera desde 2003 em toda a extensão da província, faz o fornecimento a escolas identificadas, que albergam muitas crianças. A referida empresa atende um universo de 467 escolas e uma população escolarizada acima das 211 mil crianças das referidas localidades.
A segunda vertente, adiantou Samuel Quinda, está ligada a um programa específico do governo, que conta este ano com um orçamento de 321 milhões de kwanzas. Neste caso, foram seleccionadas 99 escolas dos municípios de Benguela, Baia Farta, Caimbambo e Chongoroi, prevendo-se fazer o atendimento de 16.678 alunos. Para este programa, e com base na Lei de Contratação Pública, há uma comissão criada que abriu um concurso, há cerca de duas semanas. Neste momento, está-se na fase de preparação de expediente para se identificar o vencedor do concurso e, depois da assinatura do contrato, entrar em execução.

Novas salas

O governo da província de Benguela investiu, em 2011, na construção de 339 novas salas de aulas. Para além do empenho das administrações municipais, com base no Programa de Combate à Fome e à Pobreza, as referidas instituições estão a colaborar, com a entrega de cimento e chapas, para a cobertura das referidas escolas.
Existe uma comissão inter-ministerial que tem estado a trabalhar na produção e distribuição de material e equipamento escolar.
 Neste momento, a província já distribuiu mais de 1,3 milhões de manuais escolares de vários títulos e 14.050 carteiras, segundo o chefe administrativo da Educação.
Samuel Quinda pediu a colaboração das comunidades, principalmente dos pais e encarregados de educação, uma vez que estes são considerados os parceiros preferenciais do sector, na denúncia de determinadas práticas indecorosas.

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